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quinta-feira, 23 setembro 2021

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Caminha: Executivo e PSD às ‘turras’ com IMI e IRS



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As versões são distintas ... Em questão estão os valores estabelecidos pela Câmara Municipal de Caminha quanto ao IMI, IRS e derrama, assunto que esteve em cima da mesa na última reunião do executivo.

Miguel Alves, presidente do município caminhense, optou no próximo ano e propôs ao Executivo a manutenção dos valores relativos ao IMI, IRS e Derrama. Mas, a oposição social democrata votou contra por considerar que “nesta altura era necessário um claro sinal de esperança e de apoio por parte do município de Caminha. Mas no momento em que os cidadãos e as empresas mais precisam, o Executivo socialista fixa as taxas de IMI e IRS nos valores máximos permitidos por lei”.

O líder socialista da câmara, Miguel Alves, foi peremptório ao esclarecer que os valores das taxas vão se manter em Caminha porque “infelizmente, a receita da Câmara Municipal está mesmo sustentada nos impostos e nas taxas que são cobradas. Mesmo sem mexer nas taxas, é provável que baixe a receita global tendo em conta as isenções de taxas que têm sido promovidas, a diminuição do rendimento das famílias que irá provocar a diminuição do IRS e o decréscimo dos valores dos impostos sobre transações de imóveis porque poderão ser vendidas menos casas.

Se baixam as receitas, temos que cortar na educação, no apoio social às famílias, no apoio ao comércio local, no apoio às instituições, no apoio às freguesias, se baixarem receitas temos que cancelar as obras em curso que já têm financiamento. É simples. Sem receitas, não podemos ajudar o povo. E para o ano vamos mesmo ter que ajudar as pessoas, seria uma irresponsabilidade baixarmos ainda mais a receita.

Isto é falar verdade, não é a politiquice de dizer que vamos gastar mais mas vamos cobrar menos. Isso não é possível”. Os vereadores do PSD de Caminha também propuseram a inclusão do IMI Familiar, mas tal foi rejeitada. “Era esta a hora de estarmos ao lado de todas as famílias e empresas e não taxá-las ao máximo naquilo que são os impostos que depois revertem para as câmaras municipais”, referem em nota de imprensa.


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