segunda-feira, 26 setembro 2022

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Guiné-Bissau: Analista guineense questiona se ocorreu tentativa de golpe ou atentado terrorista





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O analisa guineense Rui Jorge Semedo questionou hoje se o ataque no Palácio do Governo, na terça-feira, foi uma tentativa de golpe de Estado ou um atentado terrorista, salientando que os acontecimentos ainda não foram esclarecidos.

“Infelizmente até hoje também estamos confusos, porque o Governo e a própria Presidência da República não conseguiram clarificar o que aconteceu. Se é realmente uma tentativa de golpe de Estado ou se é um atentado terrorista”, afirmou à Lusa Rui Jorge Semedo.

Homens armados atacaram na terça-feira o Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam.

O analista explicou que tanto o Presidente da República como o Governo associaram o ato a pessoas sob investigação relacionada com o narcotráfico, com o executivo a reforçar que as pessoas que perpetraram o ataque tiveram supostamente financiamento do exterior para mobilizar a logística e armamento utilizado.

“Nessas comunicações nunca deixaram muito claro a participação de militares. Mencionaram que houve uma meia dúzia de pessoas ligadas às forças de defesa e segurança, mas não assumiram o envolvimento das Forças Armadas nesse ato”, disse.

Para Rui Jorge Semedo, é aqui que reside a dúvida.

“Se realmente é uma tentativa de golpe de Estado ou um atentado. Já que as comunicações oficiais levam a esse caminho. Agora só uma investigação séria e credível pode dissipar as dúvidas e apresentar a realidade dos factos”, salientou.

O analista disse que as pessoas têm direito a ser informadas.

“O Estado da Guiné-Bissau, no caso particular da Presidência da República e do Governo, deve essa explicação à sociedade guineense, porque afinal morreram bons guineenses e qual é o motivo ? Nós não sabemos”, sublinhou Rui Jorge Semedo.

O analista recordou que se está num contexto democrático e que o acesso à informação é um dos pilares da democracia.

“Nós não temos informação e a informação que nós recebemos da parte das autoridades nacionais não são credíveis”, afirmou.

Salientando não querer pôr em causa o ataque, o analista disse que há elementos que até hoje ninguém explicou, nomeadamente quem são os cabecilhas, qual o quartel envolvido, quem liderou o processo, quem são as pessoas presas e supostamente acusadas de estarem por detrás dos acontecimentos.

“Esses elementos ajudam a esclarecer e a dar uma certa veracidade ao que está a acontecer. Portanto, na ausência desses elementos não só ficamos baralhados com a confusão, mas também ficamos com dúvidas se realmente o que estão a dizer se procede ou não procede. Por isso, esperamos que nos próximos tempos ou dias ter informações mais credíveis”, afirmou.

O analista considerou também o ataque como uma “chamada de atenção a todos os atores políticos, pelo menos aqueles que estão no poder”.

“Devem deixar a democracia funcionar”, afirmou, sublinhando que se a democracia funcionar evitam-se situações do género.

Para Rui Jorge Semedo, a “opressão e a repressão está a liderar o processo democrático e é uma metodologia que convida os militares a participarem no jogo democrático”.

O analista recordou também que apesar de as armas estarem em silêncio, há quase dez anos, “não quer dizer que o país não vivesse num momento de tensão”, que considerou que aumentou a partir de 2019 e se intensificou nos últimos meses.

O ataque causou pelo menos 11 mortos, segundo o último balanço do Governo, e o Presidente considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado que poderá também estar ligada a “gente relacionada com o tráfico de droga”.

O Estado-Maior General das Forças Armadas guineense iniciou entretanto uma operação para recolha de mais indícios sobre o ataque, que foi condenado pela comunidade internacional.

A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, com cerca de dois terços dos 1,8 milhões de habitantes a viverem com menos de um dólar por dia, segundo a ONU.

Desde a declaração unilateral da sua independência de Portugal, em 1973, sofreu quatro golpes de Estado e várias outras tentativas que afetaram o desenvolvimento do país.



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