sábado, 24 setembro 2022

OS TEMPOS DAS CIDADES

Set. 19, 2022 Hits:96 Crónicas

Quem vai pagar impostos?

Set. 19, 2022 Hits:82 Opinião

Os robots não devem paga…

Set. 18, 2022 Hits:102 Opinião

Paternalismo

Set. 14, 2022 Hits:80 Crónicas

A BICICLETA DOS ANJOS

Set. 12, 2022 Hits:61 Crónicas

UM CIMBALINO SE FAZ FAVOR

Set. 10, 2022 Hits:333 Crónicas

O aroma do café no ar

Set. 05, 2022 Hits:76 Crónicas

Rota dos Registos Civis

Set. 04, 2022 Hits:218 Opinião

Espanto e Vergonha

Ago. 28, 2022 Hits:126 Opinião

Ucrânia: UE só estará segura quando já não depender do gás russo – Von der Leyen





A sua generosidade permite a publicação diária de notícias, artigos de opinião, crónicas e informação do interesse das comunidades portuguesas.


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje que a União Europeia (UE) “só estará segura” quando deixar de estar dependente do gás russo, anunciando como alternativas entregas antecipadas dos Estados Unidos, Noruega e Azerbaijão.

“A Europa só estará segura quando acabarmos com a nossa dependência excessiva do gás russo. Não podemos simplesmente continuar a depender de um fornecedor que utiliza energia para nos pressionar, temos de diversificar o nosso fornecimento fora da Rússia e junto de fornecedores de confiança e temos de investir massivamente em energias renováveis”, declarou a líder do executivo comunitário.

Numa intervenção por vídeo numa conferência no Parlamento Europeu sobre estabilidade, coordenação económica e governação, Ursula von der Leyen apontou que “a boa notícia é que a UE tem tudo para agir”, dado ser “líder mundial na transformação ‘verde’”.

“O caminho está definido e agora vamos acelerar a transição ‘verde’, que é um investimento estratégico na nossa independência e na nossa segurança”, acrescentou.

No imediato, e devido à dependência da UE face ao gás russo, “estamos a diversificar o nosso fornecimento”, sendo que “os Estados Unidos, a Noruega, o Azerbaijão e outros estão a acelerar as entregas [de gás]”, revelou Ursula von der Leyen.

A responsável advogou ainda investimento em infraestruturas de GNL (gás natural liquefeito) e em eficiência energética.

“Assim, podemos acabar com a nossa dependência excessiva do gás russo muito antes de 2030”, estimou.

Admitindo que “as próximas semanas e meses sejam difíceis”, Ursula von der Leyen pediu cooperação para “ajudar os amigos ucranianos nos tempos mais árduos”.

“Juntos, podemos tornar esta guerra insustentável para o Kremlin [regime russo] e dar uma oportunidade à diplomacia e é isto que a nossa União representa”, concluiu.

Há uma semana, a Comissão Europeia propôs a eliminação progressiva da dependência de combustíveis fósseis da Rússia antes de 2030, com aposta no GNL e nas energias renováveis, estimando reduzir, até final do ano, dois terços de importações de gás russo.

Também na passada terça-feira, o executivo comunitário anunciou que vai apresentar uma proposta legislativa para exigir que a armazenagem subterrânea de gás na UE esteja pelo menos 90% preenchida até outubro de cada ano, para evitar problemas de fornecimento.

A Comissão Europeia avançou ainda com orientações aos Estados-membros para responder à escalada dos preços energéticos, explicando que os países podem intervir nas tarifas da luz perante “circunstâncias excecionais” e admitindo limites temporários na UE.

A comunicação surgiu numa altura de aceso confronto armado na Ucrânia provocado pela invasão russa, tensões geopolíticas essas que têm vindo a afetar o mercado energético europeu, já que a UE importa 90% do gás que consome, sendo a Rússia responsável por cerca de 45% dessas importações, em níveis variáveis entre os Estados-membros.

A Rússia é também responsável por cerca de 25% das importações de petróleo e 45% das importações de carvão da UE.

Devido a esta dependência, Bruxelas tem vindo a defender a necessidade de garantir a independência energética da UE face a fornecedores “não fiáveis” e aos voláteis combustíveis fósseis.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados das Nações Unidas.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

Luso.eu - Jornal das comunidades
Redacção
Author: RedacçãoEmail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Para ver mais textos, por favor clique no nome do autor
Lista dos seus últimos textos

Adicione o seu comentário aqui!

luso.eu Jornal Comunidades

Não perca as promoções e novidades que reservamos para nossos fiéis assinantes.
O seu endereço de email é apenas utilizado para lhe enviar a nossa newsletter e informações sobre as nossas actividades. Você pode usar o link de cancelamento integrado em cada um de nossos e-mails a qualquer momento.

TEMOS NO SITE

Temos 1047 visitantes e 0 membros em linha

A SUA PUBLICIDADE AQUI?