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Ucrânia: MNE da União Europeia reúnem-se domingo para decidir ajuda militar





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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) vão reunir-se no domingo, por videoconferência, para decidir o reforço da ajuda militar às forças ucranianas face à invasão russa, anunciou hoje o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

"Vou propor um pacote de medidas de ajuda de emergência para as forças armadas ucranianas, para as apoiar na sua luta heróica", escreveu na rede social Twitter o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

Esta será a segunda reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE em três dias, após a reunião de sexta-feira em que aprovaram sanções económicas e de movimentos sem precedentes contra a Rússia.

Quebrando um dos seus tabus sobre a exportação de armas para zonas de conflito, Berlim autorizou hoje a entrega a Kiev de 1.000 lança-roquetes, 500 mísseis terra-ar ‘Stinger’ e outros equipamentos militares.

A Bélgica, os Países Baixos, a França e a República Checa, entre outros, também anunciaram entregas de armas e combustível às forças ucranianas, respondendo aos pedidos de ajuda de Kiev.

"A defesa europeia está em ação para apoiar a Ucrânia, (nós) facilitaremos a entrega de ajuda militar", disse no Twitter Charles Michel, presidente do Conselho Europeu (órgão que representa os Estados-membros).

Embora não estando na ordem do dia da reunião, que terá início às 18:00 de Bruxelas (17:00 em Lisboa), poderá ser discutida a possibilidade de excluir a Rússia do sistema internacional de mensagens bancárias Swift, tendo Berlim aberto o caminho hoje para esta nova e significativa sanção.

A Alemanha, que importa mais de metade do seu gás da Rússia, opunha-se a esta medida, mas acabou por dizer que está disposta a aceitar uma "restrição direcionada" no acesso ao Swift e disse estar a "trabalhar para limitar os danos colaterais" da sanção à economia alemã.

A Rússia invadiu a Ucrânia na quinta-feira, através da Bielorrússia ao norte, da Crimeia, território ucraniano que anexou em 2014, ao sul, e do território russo a nordeste e a leste.

As autoridades ucranianas disseram hoje que pelo menos 198 pessoas foram mortas, incluindo civis, desde o início da invasão russa.

O ataque russo tem sido amplamente condenado em todo o mundo e vários países, com destaque para os ocidentais, aprovaram sanções económicas para punir o regime de Moscovo.

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