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Numa altura em que o Banco de Portugal atualiza as suas projeções para a economia portuguesa, e se prevê um retorno do crescimento económico, de 1,7% e 1,6% respetivamente em 2017 e 2018, será interessante fazer um ponto de situação quer da economia nacional, quer das relações comerciais entre Portugal e a Bélgica.

O crescimento da economia portuguesa está ligado nesta fase a dois fatores chave.O aumento das exportações após uma descida pontual em 2016 e o aumento do investimento. O consumo privado corrente também tem ajudado, ao manter-se estável, ao qual não é alheio uma estabilidade que advém da atual sustentabilidade das contas externas, com ganhos no poder de troca, que por inerência tem implicações positivas na capacidade de financiamento da economia.

Dito de outra forma, estamos a conseguir vender ao exterior (o preço do petróleo e o turismo tem ajudado muito) o suficiente para manter o consumo privado e continuar a investir moderadamente sem ter que aumentar o endividamento. Sem embandeirar em arco, não são más noticias. Também não vale a pena dizer que foi obra deste ou daquele. É fruto de muitas coisas e nomeadamente das decisões que todos tomamos no dia a dia.

Neste contexto, como estão as relações económicas entre  Portugal e a Bélgica?
A Bélgica é um dos principais parceiros comerciais de Portugal. Em 2014, 2175 empresas portuguesas venderam no mercado belga, contra 1928 em 2010. Em termos de valor absoluto  o ano de 2015 fechou com as exportações portuguesas para a Bélgica a render 1,1 mil milhões de euros contra 1,7 mil milhões das importações portuguesas da Bélgica.

Nos valores de vendas de Portugal o turismo tem um lugar de destaque, constituindo cerca de um terço de todas as vendas. Não tem havido uma grande evolução dos negócios bilaterais, como pode ser confirmado pelas principais rubricas quer das importações quer das exportações. Ou seja, o perfil de vendas e compras tem-se mantido constante.


Dito então de outra forma. Porque é que as relações comerciais entre Portugal e a Bélgica não tem evoluído de uma maneira mais dinâmica? Porquê esta situação quando, a Bélgica tem um grande potencial para as empresas portuguesas?
 Há um grande potencial por explorar, que do lado belga advém do forte poder de compra, da localização no centro da Europa, que permite rentabilizar a abordagens simultâneas de vários mercados, de ter boas infra estruturas, de ter uma dimensão equivalente à portuguesa, de ser geograficamente facil de abranger pois tem uma área relativamente pequena e sem grandes montanhas, por ser  mais barato se comparado com França, UK, por exemplo, por ser um pais muito aberto a influências externas e ter uma legislação e valores muito parecidos com os nossos. Por todos estes motivos é facil e rápida a aprendizagem do mercado, e pode ser por isso um bom mercado para se começar a exportar para o centro da Europa.

Do lado português, temos preços ainda favoráveis e competitivos, a nossa qualidade é bem aceite, e a dimensão dos países é equivalente, o que nos coloca numa certa igualdade de oportunidades. Somos complementares em algumas rubricas e a língua não é um grande obstáculo.
Em resumo, se tivesse que dar um conselho às empresas portuguesas que estejam a pensar exportar, diria que este pode ser sem duvida um bom mercado para iniciar, estudar e aprender, onde o investimento será menor que em países vizinhos e que pode ser sem duvida uma boa plataforma giratória para outras operações no centro da Europa.

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