(Lusa) - Portugal tornou-se hoje o primeiro vencedor de sempre da Liga das Nações de futebol, após bater a Holanda, por 1-0, com um golo de Gonçalo Guedes, numa final em que foi claramente superior ao seu adversário.

No Estádio do Dragão, no Porto, Guedes apareceu no lugar de João Félix e a aposta do selecionador Fernando Santos deu frutos quando, aos 60 minutos, o avançado fez o seu primeiro golo em jogos oficiais pela ‘equipa das quinas’ (já tinha três, mas em particulares).

Desta vez, e ao contrário do que tinha acontecido nas ‘meias’ com a Suíça, Portugal foi quase sempre superior ao seu adversário e acaba por ser um justo vencedor da final, acabando o golo de Guedes por ser curto, tal o domínio luso.

15 anos após a ‘trágica’ final do Euro2004, a seleção nacional consegue pela primeira vez conquistar um título junto do seu público e vai passar a ter dois troféus seniores no seu ‘museu’, em que até agora estava ‘apenas’ a taça do Euro2016.

Depois dos triunfos no Euro2004 (2-1), Mundial2006 (1-0) e Euro2012 (2-1), Portugal voltou a manter-se vitorioso em jogos a ‘doer’ com os holandeses, em fases finais.

Além da entrada de Guedes, Fernando Santos operou mais duas alterações, com Danilo a render Rúben Neves no meio e José Fonte, como era esperado, a aparecer no lugar do lesionado Pepe.

Mas as mudanças não ficaram por aí. Santos desfez o losango do meio campo, que tinha usado frente à Suíça, e deu mais liberdade a jogadores como Bernardo Silva e Bruno Fernandes, que acabaram por ser determinantes na boa exibição portuguesa.

Por seu lado, com menos um dia de descanso e mais 30 minutos nas ‘pernas' (jogou prolongamento com Inglaterra), a Holanda optou por um futebol de contenção, com muita posse de bola (acabou primeira parte com 59%), muita dela consentida e sem arriscar na frente.

As duas equipas entraram na partida algo ansiosas, com muitas faltas à mistura, mas, com o passar do tempo, Portugal foi assentando o seu jogo e começou a chegar com alguma facilidade à baliza do guarda-redes Cilessen.

O guardião teve que intervir a remates de Bruno Fernandes e José Fonte, e, já perto da meia hora, teve mesmo que se esticar para impedir o golo do médio do Sporting.

Ainda antes do intervalo Fernandes, que fez a sua melhor exibição com a camisola das ‘quinas’, ficou perto da vantagem, com novo remate forte de fora da área, que passou bem perto da baliza holandesa.

No regresso dos balneários, Portugal apareceu ainda mais veloz e com outra intensidade, enquanto a Holanda continuou na expectativa, e com justiça a seleção lusa chegou ao golo, aos 60 minutos, por Gonçalo Guedes.

O avançado do Valência apareceu soltou à entrada da área, após combinação com Bernardo Silva, e lançou uma ‘bomba', com Cillessen ainda a tocar na bola, mas a não conseguir desviar das redes.

Em vantagem, Portugal acabou por baixar demasiado as suas linhas, perante o ‘desespero’ de Fernando Santos no banco, que bem gritou para a sua equipa não recuar demasiado, e a Holanda ficou duas vezes perto do golo.

Nesta altura entrou em ação Rui Patrício, que manteve a sua baliza intocável, no dia em se tornou no guarda-redes mais internacional de sempre por Portugal.

Primeiro, o guardião do Wolverhampton parou com sucesso um cabeceamento de Depay e, já mais perto do fim, fez grande defesa após um lance a meias entre Rúben Dias e van de Beek, com a bola a ficar muito perto de entrar.

Além de Patrício, Rúben Dias também esteve praticamente intransponível na defesa portuguesa e acabou por ser considerado o melhor jogador em campo.

Até final, Portugal foi mantendo a posse de bola, perante uma Holanda em ‘desespero’, com os centrais van Dijk e de Ligt a terminarem o jogo como verdadeiros pontas de lança, sem sucesso.


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