(Lusa) – O líder da claque do Sporting Juventude Leonina, Mustafá, disse hoje à saída do tribunal que não é terrorista, nem traficante e criticou a sua implicação no caso do ataque à academia do clube, em Alcochete.

“Não sou traficante, não sou terrorista, sou presidente da Juventude Leonina. Vejam o processo”, disse Nuno Mendes, conhecido por Mustafá, à saída do Tribunal do Barreiro, de onde saiu em liberdade, mas com obrigação de apresentação diária às autoridades e mediante o pagamento de uma caução de 70.000 euros.

O líder da Juventude Leonina, detido no domingo, tal como Bruno de Carvalho, abandonou o tribunal pela porta principal, ao contrário do ex-presidente, que deixou o edifício numa viatura policial.

“É claro que não foi justo. Não foi justo, porque não tenho nada a ver com isto”, afirmou Mustafá, que está indiciado por 58 crimes: um de tráfico de droga, um de terrorismo, 20 de sequestro, 20 de ameaça agravada, dois de detenção de arma proibida, 12 de ofensa à integridade física qualificada e dois de dano com violência.

Em 15 de maio, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na academia do clube, em Alcochete, por um grupo de cerca de 40 alegados adeptos encapuzados, que agrediram alguns jogadores, membros da equipa técnica e outros funcionários.

A GNR deteve no próprio dia 23 pessoas e efetuou, posteriormente, mais detenções, elevando para 40 o número de arguidos, 38 dos quais estão detidos preventivamente.

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