(Lusa) – O Benfica sofreu hoje derrota amarga em casa do Ajax, que marcou ao minuto 90+2, numa altura em que o nulo parecia consumado e traduzia o equilíbrio neste jogo do grupo E da Liga dos Campeões de futebol.

A equipa portuguesa precisava de trazer, pelo menos, um ponto de Amesterdão tendo em conta que o Ajax foi empatar a Munique, frente ao favorito do grupo, o Bayern, mas encarou o jogo para o vencer, tal como o adversário, razão pela qual proporcionaram ambas um jogo intenso, espetacular, de parada e resposta, com oportunidades de golo para os dois lados.

O Benfica fez um grande jogo, não merecia ter perdido, mas o fator aleatório da sorte fugiu-lhe nos últimos instantes do jogo, quando o remate do lateral-direito marroquino do Ajax, Noussair Mazraoui, tabelou em Grimaldo e traiu o guarda-redes Vlachodimos, que se lançara para o lado direito da sua baliza, seguindo a trajetória normal da bola.

No outro jogo do grupo, o Bayern cumpriu a sua ‘obrigação’, ao vencer em Atenas o AEK, por 2-0, mas confirmou estar a atravessar uma fase negativa em termos exibicionais, que lhe custaram a perda da liderança da liga alemã.

Em face destes resultados, o Benfica fica numa situação difícil para assegurar o apuramento, dependendo de terceiros, nomeadamente que o Ajax perca pontos em Atenas.

De destacar a vitória da Juventus em Old Trafford, em jogo do grupo H, graças a um golo solitário do internacional argentino Paulo Dybala, a finalizar uma jogada na qual Cristiano Ronaldo, que jogou os 90 minutos, teve papel preponderante pela qualidade do cruzamento que efetuou do flanco direito para o primeiro poste, levando a que a bola tabelasse em Smalling, que se fez ao lance juntamente com o colombiano Cuadrado, sobrando a bola para Dybala finalizar.

Na outra partida deste grupo, Young Boys e Valência empataram a um golo, o que deixa a ‘vecchia signora’ confortável na liderança, com nove pontos, mais cinco do que o segundo classificado, o Manchester United.

Dificuldades foi coisa que os italianos da AS Roma não sentiram na receção ao CSKA Moscovo, em jogo do grupo G, com uma vitória por 3-0, na qual a grande figura foi o bósnio Edin Dzeko ao marcar dois golos e ao assistir para outro.

Já o mesmo não se pode dizer do Real Madrid, que venceu os checos do Viktoria Plzen por 2-1, confirmando a crise profunda que atravessam sob o comando técnico do ex-treinador do FC Porto, Julen Lopetegui, o que não impede que partilhe a liderança com seis pontos com a formação da capital romana.

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