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Cultura de uma ética dos deveres

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A Democracia Política não é um sistema perfeito, inatacável, impoluto e totalmente transparente, pelo menos em alguns contextos internacionais, onde vigora este sistema político, no entanto, apesar de todas as imperfeições, ainda assim, é o que oferece melhores condições para, pelo menos, garantir a Alternância do Poder, e dos representantes do povo, nos respetivos Parlamentos Nacionais.

Dividir a sociedade em classes, ordens, castas ou quaisquer outras designações, e unidades de medida, poderá ter a vantagem de se conhecer, eventualmente, com algum rigor: quem é rico e quem é pobre; quem tem um estatuto social elevado ou quem não tenha estatuto definido, seja por excesso, seja por defeito. A estratificação hierárquica da sociedade não será, seguramente, o mais importante, embora se reconheça que, em certos meios, ainda tem relevância social e protocolar.

Antes de se exigir uma ética para a fruição de direitos, será necessário que cada pessoa, cada instituição, interiorize a cultura de uma ética dos deveres, baseada em princípios: uns, universais; outros, específicos para cada setor de atividade, que conduzam à prestação de melhores serviços, e à produção de artigos, com melhor qualidade, para que: utentes e consumidores, tenham o direito à melhor oferta, diversidade e preço.

A sensibilidade política para as questões sociais, não sendo uma qualidade genética, uma faculdade inata, que nasce com a pessoa, é, todavia, possível de se conseguir pela: análise de situações, pelo sentido de responsabilidade, quando se exercem cargos, a partir dos quais se tem alguma influência na sociedade; e, naturalmente, por uma aprendizagem permanente, assente em valores humanistas, como: a justiça, a igualdade de oportunidades, a solidariedade e a fraternidade, entre outros.

Quem governa, administra, distribui e controla os diversos setores, pessoas e grupos da sociedade, não pode ignorar as realidades que nela coexistem, devendo estar atento às situações, às mudanças, às exigências individuais, da família, das organizações e aos respetivos contributos que cada uma daquelas entidades dá à sociedade.

Impõe-se, aqui, uma atitude ética, com justiça e equidade. Seria eticamente reprovável, e moralmente condenável, retirar, ilegitimamente, a quem possui e está bem na vida, pela via do trabalho honesto, e da poupança, para dar a quem nada faz, nada produz e nada economiza, por vontade própria.

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Diamantino Bártolo
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