Abordar a sigla CRISE quanto ao seu último caráter, leva-nos a pensar no valor e comportamento da ESTIMA.Sem dúvida alguma que sentirmo-nos estimados, e que sabemos ser próprio de quem nos quer bem, mas também pelos nossos semelhantes, constitui um forte “alimento”, na elevação da nossa autoestima, (que tão maltratada tem sido ao longo dos primeiros anos da segunda década deste novo século XXI), para continuarmos a pensar que ainda temos amigos, que estão do nosso lado, sempre disponíveis para nos ajudar.

A Estima a par da Consideração é muito importante para a manutenção da nossa afirmação como pessoas, verdadeiramente humanas, que nos leva a pensar que ainda somos queridos, que a nossa existência com os respetivos princípios, valores, sentimentos e emoções, são apreciados e aprovados.

Não haverá ninguém, ou então, muito poucas pessoas, que não desejará ser estimada, querida, desejada, acarinhada e apoiada, sendo certo que aquele valor, o da Estima, também envolve um comportamento bem específico e transparente, nas pessoas que genuinamente gostam de nós.

Interpretar a CRISE, adoptando a palavra como uma sigla de valores e comportamentos, não é mais nem menos do que exigirmos: à sociedade em geral, e a quem, por uma circunstância qualquer nos superintende, que manifestem CONSIDERAÇÃO, RESPEITO, INTEGRIDADE, SOLIDARIEDADE e ESTIMA, porque o que está em causa é uma quase total ausência destes e doutros valores, princípios, sentimentos e emoções, por parte de quem tinha a obrigação de se comportar na comunidade com gratidão, compreensão, tolerância e respeito.

Quando: se ataca, discriminada e negativamente, determinados setores da sociedade e, dentro destes, as pessoas, grupos e instituições mais fragilizadas; se afirma, e decide, que é preciso adotar certas medidas, que afetam, desumanamente, sempre as mesmas pessoas, classes e grupos etários mais avançados, sabendo-se que tais decisores, possivelmente, nunca passaram por situações de muitas privações e que, eventualmente, têm garantidos, inclusivamente, a nível nacional e internacional, o seu próprio futuro, de seus familiares e amigos, então sim, esta é que é a verdadeira CRISE. Uma crise de: princípios, valores, sentimentos e emoções verdadeiramente humanos.

Se não interiorizarmos e praticarmos os valores acima abordados, estaremos, então, a valorizar tudo o que é a CRISE, tal como os: egoísmos, hipocrisias, cinismos, deslealdades, ingratidões, arrogâncias, prepotências, autoritarismo, exploração laboral e tantos outros comportamentos repugnantes, impróprios de uma Civilização que se deseja sirva de paradigma para o mundo.

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Diamantino Bártolo
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