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Crédito a empresas em máximos desde junho de 2018 e a famílias desde novembro de 2015

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(Lusa) – Os totais de empréstimos a empresas e famílias atingiram no final de setembro 72.165 e 119.831 milhões de euros, respetivamente, os valores mais altos desde junho de 2018 e novembro de 2015, divulgou hoje o Banco de Portugal.

Segundo as estatísticas do banco central, o 'stock' dos empréstimos concedidos pelos bancos às empresas em setembro (de 72.165 milhões de euros) compara com os 71.731 milhões de euros de agosto e os 69.118 milhões de euros de setembro de 2019.

O crédito malparado nas empresas representava, em setembro, 4,0% do crédito total, mantendo-se inalterado face a agosto e abaixo dos 6,4% de setembro de 2019.

Já quanto ao 'stock’ de empréstimos aos particulares, aumentou para 119.831 milhões de euros em setembro, face aos 119.519 milhões de euros de agosto e aos 118.205 milhões de euros do mês homólogo, situando-se no valor mais elevado desde novembro de 2015.

Nos particulares destacam-se os empréstimos à habitação, cujo valor ascendia a 93.998 milhões de euros em setembro, acima dos 93.786 milhões de euros de agosto e dos 92.909 milhões de euros de setembro de 2019 e o valor mais alto desde abril de 2017.

No crédito ao consumo, o ‘stock’ do valor concedido em setembro era de perto de 19.255 milhões de euros, acima de agosto (19.222 milhões de euros) e do mês homólogo de 2019 (18.295 milhões de euros).

Os empréstimos para outros fins totalizavam 6.578 milhões de euros em setembro, mais 66,8 milhões de euros do que em agosto, mas abaixo dos quase 7.002 milhões de euros de setembro do ano passado.

Quanto ao malparado, no crédito à habitação manteve-se em setembro nos 0,7%, o mesmo valor de agosto e abaixo dos 1,1% do mesmo mês do ano passado.

Já no crédito ao consumo e outros fins, o malparado representava 6,6% em setembro, o mesmo nível de agosto e aquém dos 7,4% de setembro de 2019.

Analisando pelo número total de devedores (e não pelos montantes do crédito), segundo o Banco de Portugal, 8,9% dos particulares tinham em setembro empréstimos vencidos, uma proporção inferior à de agosto (9,3%) e à do mês homólogo de 2019 (9,0%).

Já nas empresas, o número de devedores também baixou, em setembro, para 17,6% do total, face aos 18,7% de agosto e aos 18,8% do mês homólogo.

Devido à crise económica provocada pela pandemia de covid-19, estão em vigor empréstimos às empresas com garantias do Estado e uma moratória pública dos créditos bancários das famílias e empresas, recentemente prolongada até 30 de setembro de 2021.

Ainda segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal, os depósitos de particulares nos bancos residentes aumentaram dos 157.985 milhões de euros do final de agosto para 158,1 mil milhões de euros no final de setembro.

 

 


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