Mas porque é que a economia portuguesa não cresce mais rapidamente?

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Tony Da Silva

A economia portuguesa continua “adoentada”, com uma espécie de anemia, uma certa fraqueza que a impede de descolar para um novo período de prosperidade. Como qualquer português, também eu gostaria de estar a ver o contrário, mas tal não é a realidade.

De uma forma simples, pode dizer-se que o crescimento económico pode vir de fatores de procura externos e internos. O crescimento derivado da procura interna, gera em Portugal desequilíbrios, que face ao atual nível de endividamento, não são possíveis de manter. A prova é a pressão constante que é exercida para a desalavancagem do sector privado, isto é, para diminuir o seu endividamento.

O Estado português, também está sobre pressão e escrutínio, para diminuir os gastos, tendo sido constantemente questionado pelas instituições internacionais e agências de rating.  Mais uma vez, em termos simples, temos então que olhar para a procura externa, como potencial motor para o crescimento económico. Aqui há boas e más noticias. As boas notícias tem a ver com as receitas do turismo e dos serviços, que tem vindo a aumentar de forma regular todos os anos. As más notícias são as exportações que tem vinda a desacelerar o seu crescimento devido a diversos fatores.

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Entre eles sublinhamos, o Brexit, Angola, Brasil. Então o que fazer? Aparentemente parece não haver solução. Eu pessoalmente, penso que, pelo contrário, a situação pode ser vista numa optica positiva. Qual seria então essa optica? Poderíamos estar perante caminhos desconhecidos e que não estivessem ao nosso alcance, mas o caminho para o nosso sucesso é claro.

Aproveitar o que temos, por exemplo os fundos europeus, o mercado europeu, a capacidade e qualidade das empresas e sua resiliência, a formação dos portugueses, a sua facilidade nas línguas, a sua capacidade de se projetarem no exterior como povo, e centrar-nos no ponto mais obvio e mais imediato (mais uma vez simplifico) que será exportar, exportar, exportar.

Se um mercado não der, por motivos de conjuntura tem que se lutar por outros. No fundo, poderíamos ficar aqui dias a discutir, introduzir questões políticas e outras, mas este seria sempre o diagnóstico. Essa é para mim a boa noticia. Resta-nos que aos poucos, esperar que todos, ao fazerem o seu papel no dia a dia, vão contribuindo para este propósito comum.

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António Cristováo
Author: António Cristováo
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