Dezenas de portugueses na Alemanha impedidos de votar, queixas estão a ser recolhidas

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(Lusa) – Boletins de voto insuficientes, outros que não chegaram ou cartas devolvidas são alguns dos problemas denunciados por dezenas de portugueses a viver na Alemanha na rede social Facebook, mas as queixas estão ainda a ser reunidas.

“O meu marido recebeu a carta e eu não, e tenho registo no consulado”, escreve Carla Marques no grupo “Portugueses e Portuguesas em Berlim” onde as queixas se vão somando. Também José Cerqueira revela que tem a morada atualizada desde agosto do ano passado, mas nem ele, nem a mulher, receberam o boletim de voto em casa.

Manuel Campos, presidente do GRI-DPA, o Grupo de Reflexão e Intervenção da Diáspora Portuguesa da Alemanha está a juntar todas as reclamações para poder enviá-las para Portugal. “O objetivo é informar a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas para corrigir e evitar erros no futuro”, revelou à agência Lusa.

“Com casais, verificou-se que na mesma direção, um recebeu o seu boletim de voto e outro não. Deve haver problemas muito graves na própria Comissão Nacional de Eleições”, assumiu Manuel Campos.

“Houve envio para direções não corrigidas, ou seja, as cartas foram enviadas, mas as pessoas não atualizaram o endereço. Houve cartas devolvidas por recusa dos correios por não cumprirem o acordo internacional, ou seja, foram devolvidas ao remetente que depois teve oportunidade de colocar um selo e mandá-la. Mas outras, possivelmente, nem sequer terão chegado porque não foram devolvidas”, acrescentou.

Patrícia Rocha assume que mudou de casa recentemente, sem ter ainda alterado a morada e reconhece que deveria ter consultado com mais detalhe a informação por correspondência. Ainda assim, aponta o dedo ao consulado que, em abril, a informou que “bastava lá ir no dia das eleições legislativas, para votar, a partir do momento em que estava recenseada.”

Tal como Patrícia, também Maria de Vasconcelos, a viver há vários anos em Berlim, foi hoje até às instalações do Consulado de Portugal na capital alemã. A porta estava fechada.

“Este é o consulado que hoje está fechado e onde não se encontra absolutamente ninguém para dar uma justificação àqueles que ali se deslocaram para votar porque também não estavam a par do voto por correspondência. Este é o consulado onde me recenseei quando cheguei à Alemanha e me perguntaram o que ali estava a fazer porque ali não davam nada a ninguém e com um sorriso respondi: ‘Venho-me recensear porque quero garantir o meu direito de voto’”, lê-se no Facebook.

“Há também acusações de consulados que não responderem a pedidos de informação, mas há também queixas da própria embaixada por não atender telefonemas”, avançou Manuel Campos.

Outro português explica que foi tentar votar antecipadamente em mobilidade, mas “não havia boletins de voto suficientes.”

“Disseram que me iam ligar, pois até hoje. Se é assim que tratam os emigrantes…”, lamenta.

As queixas começaram a somar-se quando depois de uma publicação de uma usuária ter dado conta que tanto a embaixada, como o consulado de Portugal em Berlim, estavam fechados no dia das eleições.


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