“Quando se vive de ilusões é porque algo não funciona.

A nossa imagem (dos portugueses) mais constante é a de alguém que está parado no passeio à espera de que o ajudem a atravessar para o outro lado.” José Saramago

Dia de Portugal, ensejo e reforço de unidade e de convivência fraterna. Na ditosa data da nacionalidade, reafirmamos a identidade e o orgulho de ser português. No país, mas também além-fronteiras, onde se comemora, com elevação - o dia 10 de Junho - no tríplice evento: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo. Uma data que acentua, de forma mais evidente, as Comunidades Portuguesas e o poeta Luís Vaz de Camões, que também ele terá vivido emigrado, durante muitos anos! Os portugueses da Diáspora consentem, de bom grado, este “santo patrono”, autor de “Os Lusíadas”, o maior épico português.

Para assinalar tão significativa data, organizam-se, um pouco por toda a parte, com "engenho e arte" manifestações populares com festas, exposições, conferências, concertos, provas desportivas, espetáculos… e aos quais se associam os mais diversos discursos e outras mensagens, com aliciantes promessas de um futuro melhor! Até porque estamos em ano de eleições... É assim, distinguida a passagem de mais um Dia Nacional, nos cinco Continentes!

Na reino belga, mantêm-se a tradição na recepção oficial, oferecido pelo Corpo Diplomático. Profícuo encontro com dirigentes associativos, empresários, entidades militares e religiosas, agentes da sociedade civil com ligação à nossa diáspora; distinta ocasião para os cumprimentos ao Sr. Embaixador e outros representantes do corpo Diplomático.  

No Bois de la Cambre, pulmão da cidade de Bruxelas, realizou-se a festa popular do 10 de Junho; manifestação sociocultural que junta a comunidade e sociedade de acolhimento. O sucesso das festividades deve-se, em boa medida, a uma parte do movimento associativo, que assume e desenvolve a variedade e a qualidade gastronómica; tudo bem regado com os melhores vinhos portugueses. E como não podia deixar de ser, lá estava o folclore, com as suas cantigas e danças tradicionais, a música, as concertinas e cantiga solta, numa alusão à essência da tradição popular que ninguém dispensa numa qualquer festa como esta, cheia de sentido patriótico. Que defende a unidade e o reafirmar da nossa identidade, enquanto povo e "nação valente"!

Em momento oportuno, subiram ao estrado as entidades da diplomacia e do poder local. Houve troca de agradecimentos e outros recados de incentivo e de promoção mutua. O Sr. Embaixador de Portugal na Bélgica, António Alves Machado, voltou a tecer rasgados elogios à comunidade, na sua diversidade cultural, que conhece bem e da qual muito se orgulha!


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