Quem disse que as mulheres são minoritárias?

Aproximam-se a passos largos a eleições para o poder local belga. No dia 14 de Outubro o país é chamado a um acto cívico de extrema importância, numas eleições de arrojados contornos, ou não fossem as forças extremistas a crescer e a tentar dominar o espectro político. Numa desmesurada tentativa de chegar ao poder e assim minar, de algum modo, a estabilidade democrática que temos. 

A campanha eleitoral está no terreno, para esclarecer e persuadir, com a diversidade da comunidade estrangeira. Os candidatos e muitas candidatas, organizam-se junto das forças políticas locais, inserindo-se nas listas da sua preferência e conveniência pessoal.  E são em grande número e de muita qualidade. Muitos têm a única missão de ajudar o líder a ganhar. Para o lugar cimeiro de  "Bourgmestre", apenas os de nacionalidade belga têm esse privilégio.

De tanta gente a querer integrar a equipa ganhadora, sobressai, finalmente, a comunidade portuguesa com quase duas mãos cheias de candidatos, que na sua maioria são mulheres candidatas. É caso para pensar, quem disse que elas são minoritárias? Momento de afirmação cívica, estes candidatos já ganharam o lugar que prestigia a nossa posição, outrora indiferente relativamente aos movimentos cívicos.

Estas mulheres quiseram mostrar que é possível mudar o rumo e dar novo fôlego à ambição de ganhar e poder assim, servir a causa pública com a mesma responsabilidade que qualquer outro eleito. Houvesse mais mobilização, mais carácter e vontade colectiva e teríamos um outro resultado no dia destas eleições. Cumpre, aqui e agora, felicitar esta gente, pela sensibilidade e a coragem em ter avançado.

Estão de parabéns estas dez mulheres que se arrojam numa pioneira aventura dando proficiente exemplo de combate político e afirmação cívica, que muito nos honra. Que todos os inscritos, com destaque para a comunidade portuguesa vote, nestes rostos que nos representam e que assumem, por interior e até ao fim, os seus compromissos. Para eleger alguém é necessário votar, nós e os da nossa proximidade.

Incluindo os amigos de outras nacionalidades... Juntos por ideais que nos são comuns, expressos na audácia e vontade de vencer das nossas candidatas em maioria e claro todos os candidatos! 

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António Fernandes
Colaborador
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