Presidente da República justificou ausência
SARRABULHO DE PONTE DE LIMA REUNIU 500 APRECIADORES EM BRUXELAS E LOURES
                       
O conhecido prato típico de Ponte de Lima, o Arroz de Sarrabulho, foi o motivo para reunir quase meio milhar de comensais no passado fim de semana, em Bruxelas e em Loures.

Na capital europeia, a iniciativa partiu mais uma vez do Café – Restaurante Portugal, propriedade do estimado elemento da comunidade luso – belga, Albano Figueiredo.
Um salão junto do estádio Fallon foi o local escolhido para entre uma dúzia de mesas se repartirem centena e meia de convidados, principalmente residentes em Bruxelas e Antuérpia.

O programa iniciou-se pelas 20,00 h com um requintado serviço de entradas, onde se salientaram entre os salgados: empadinhas de galinha, cestinhas de massa folhada com sardinha em azeite, bolachinhas com queijo da Ilha (Açores), paio do lombo, chouriça de carne, salpicão da Serra de Arga e Ti Casimiro (Minho Fumeiro, Ponte de Lima), outros folhados diversos, tudo acompanhado de boroa de milho enchidos da Panilima (Ponte de Lima), pão alentejano e francês (Pastelaria Garcia, Bruxelas), tudo regado com fresquinhos brancos loureiros produzidos em Ponte de Lima: Casa da Cuca (Moreira de Lima), Vinhas do Cruzeiro (Escola Profissional em Arca), Adega Cooperativa, Quinta do Ameal (Refóios de Lima), e Quinta das Fontes (Souto de Rebordões).

Seguiu-se, já nas mesas, o ansiado Sarrabulho á moda de Ponte de Lima. O cheirinho de qualidade inundava o salão, a ansiedade para alguns era constante, pois entre os presentes, outras nacionalidades (estreantes) que não portugueses: austríacos, belgas e franceses.

Em ambos os lados do espaço, funcionários anunciavam a abertura do serviço buffet: arroz com a variedade de carnes esfiadas de porco, vaca e galinha: Ao lado, travessas de miudezas, onde pontificavam as belouras, as tripas de farinha e chouriça sarrabulha ou  de cebola/verde, (tudo levado de Portugal na véspera), e mais rojões, fígado e coladas de suíno, etc.

Os comensais comentavam o prato, tecendo-lhe elogios, associado a quem proporcionou mais um evento enogastronómico, raro e de referência na capital da Europa! Substituía –se os recipientes do prato típico, pontelimês, minhoto, nas mesas de buffet, pois muitos, muitos quiseram repetir.

Entretanto, já se provava nas mesas, também o sugerido tinto da casta vinhão para acompanhar o menú, ora produção da cooperativa limiana, ora também da Casa da Cuca, enquanto outros convivas também escolheram néctares das regiões do Douro e do Alentejo, pois a garrafeira do Café Portugal, é diversificada, e qualitativa…
Pelas 22,00h chegou a vez do fado, na interpretação de Carla Linhares e seus guitarristas, que se deslocaram propositadamente de Viseu até à Bélgica.

O programa do convívio prosseguiu com a apresentação das responsáveis pelo manjar: D. Fátima Amorim, do restaurante com seu nome, e D. Goretti Bezerra, do Sonho do Capitão, ambas estabelecidas na freguesia da Correlhã, arredores da vila de Ponte de Lima.

Depois, foi tempo de pé de dança ou simplesmente escutar o som dos Belga Cowboys, uma apreciada banda belga de renome internacional.
Mas, para as cozinheiras o tempo de estadia na Bélgica estava quase terminado.

É que, regressaram, no primeiro voo da manhã para Lisboa, e daí seguiram até Loures, onde já se encontrava o Chefe Paulo Santos, para colaborarem na confecção de mais um Sarrabulho para almoço de Domingo.

O repasto reuniria cerca de três centenas de inscritos, pois o local escolhido, o refeitório municipal estava esgotado, e foi necessário repor algumas mesas.

A organização, o Grupo Folclórico Verde Minho, dirigido por Teotónio Gonçalves, também Provedor da Misericórdia local, foi o anfitrião da festa. No exterior, muitos aguardavam por uma vaga ou desistência, mas era coisa difícil, pois a ementa e convívio estavam para durar.

Nas entradas, foi sugerida uma alheira de galo produzida pela Minho Fumeiro, acompanhada de um folhado de legumes.

Depois, ninguém queria arredar pé, ora pelo delicioso pitéu, ora pelas danças e cantares dos organizadores.

A abrir os discursos, uma mensagem do Presidente da República justificando a sua ausência por motivos pessoais. Mas, sabemos que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, deseja provar o Sarrabulho de Ponte de Lima, como fez questão de o dizer em conversa amigável, e isso, sabemos aguarda agendamento … com tempo.
Foi assim, como diz o povo, Dois em Um. Sarrabulho servido numa distância de dois quilómetros, ou como Jantar (Bruxelas), ou como Almoço (em Loures, às portas de Lisboa)

Ponte de Lima esteve assim em Alta,  fóra de portas, também!!!

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