Faleceu António Tomé 
Agente dos Cafés Delta na Bélgica

Fica mais pobre a Comunidade Portuguesa na Bélgica

A notícia que ninguém esperava caiu como um raio, fustigando a nossa sensibilidade! A rotina diária era sacudida pelo anúncio da morte de um amigo. António Tomé, conhecido por “Tomé do café Delta”, faleceu esta Quarta-Feira, 14 de Março, após doença grave.

A consternação alargou-se rapidamente e as reacções de tristeza não se fizeram esperar. Ninguém queria acreditar no fatídico desfecho; confirmava-se a separação e perda de um português de excepção, membro activo e interveniente da comunidade portuguesa na Bélgica, há já algumas décadas a esta parte!

Digno e competente representante de uma grande firma portuguesa na Bélgica, a Delta cafés. Ocupava na empresa, uma posição de destaque, também pela sua capacidade interventiva e de promoção da marca, no seio da comunidade de acolhimento.

A sua crescente acção laboral foi motivo de orgulho e várias vezes lembrada por personalidades ligadas ao sector comercial e de exportação. O Tomé, para além de um grande profissional, tinha um modo de ser e de estar muito humano; próximo das pessoas e dos seus problemas sociais. Praticou com vontade e sacrifício a verdadeira solidariedade em várias vertentes.

Desde logo no apoio pontual às diversas instituições que a ele recorriam; não sabia dizer não!
Na relação afectuosa com os seus clientes; tinha em cada um e eram tantos, um amigo e até confidente!
Na acção e no compromisso junto do movimento associativo, a quem deu o melhor de si. Exercendo com rigor e responsabilidade cada cargo que entendia poder assumir. Foi na APEB que se destacou mais; antes, durante e depois do tempo a que presidiu tão prestigiada Associação. Coerente, tinha o dom da conciliação através do diálogo e outros métodos de apaziguar e fazer valer o bom senso, a ordem e o respeito institucional; era por isso mesmo, admirado e respeitado.

Trabalhador empenhado, não virava as costas, nem defraudava a causa a que se dedicava. A sua visão e postura, atenuava alguns ímpetos mais ousados, em situações mais crispadas. Imperturbável, era o exemplo adequado de serenidade e de plausíveis consensos. Esteve na base e no suporte de muitos eventos populares e de rua, com destaque para a grande festa do Dia de Portugal.

A comunidade que somos fica-lhe muito grata. Dele nos ficam os bons exemplos de cooperação, de humildade e altruísmo. Fica ainda como modelo de bom comportamento e de ponderação.

Este é também o momento e o espaço para lhe prestar sentida homenagem. E deixar a marca da gratidão por tão expressivo legado junto da comunidade portuguesa na Bélgica. Pelo que foi e continuará a ser nas nossas vidas, o António Tomé vai permanecer presente e actuante. Obrigado, bom amigo!
Requiescat in pace! Os bons terão a terra como herança e o paraíso como recompensa.

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António Fernandes
Colaborador
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