Em 2001 o Conselho da Europa instituiu o dia 26 de setembro como o Dia Europeu das Línguas.
Este dia celebra a diversidade linguística de um continente que conta com:
    mais de 200 línguas europeias
    24 línguas oficiais da UE
    cerca de 60 línguas regionais/minoritárias
    muitas outras línguas que são faladas por pessoas oriundas de outras partes do mundo
É uma oportunidade para:
    sensibilizar para a grande variedade de línguas existentes na Europa
    promover o respeito pela diversidade cultural e linguística
   incentivar a aprendizagem de novas línguas – conhecer várias línguas facilita os contactos interpessoais; permite uma maior compreensão intercultural e é um elemento-chave de crescimento.

Descubra a que poeta português pertence o poema aqui transcrito e envie o original em português para o  Centro de Língua Portuguesa em Bruxelas clpbruxelas(at)gmail.com ou contactar o autor: Sofia Santos

Le poète est un feigneur,
Il feint si complètement
Qu’il en arrive à feindre, de la douleur l’être,
Douleur qu’il ressent vraiment.

Et ceux qui lisent ce qu’il a pu écrire,
Dans la douleur lue, ressentent aussi bien,
Non les deux qu’il avait éprouvées
Mais une autre, qu’ils n’éprouvent pas.
 
Et c’est ainsi que sur les rails des roues
Tourne, divertissant la raison,
Ce petit train à ressorts
Qu’on appelle le cœur.

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The poet is a feigner
He feigns so completely
That he comes to feign the pain
Of the pain that he truly feels.
 
And those who read what he may write,
Upon reading his pain feel all too well,
Not the two pains that he has,
But rather only those pains that they do not have.
 
And it is that way on the circular tracks,
It wheels round, to entertain reason,
That wound-up train
That calls itself the heart.

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Een dichter veinst wat hij vindt
Door de fantasie die hij met zich torst
Wordt zelfs de pijn die hij verzint
Voelbaar in zijn eigen borst
 
En hij die leest wat de dichter heeft geschreven,
Ondervindt zelf doorgaans behoorlijk goed,
Niet de beide die de dichter moet beleven
Maar alleen de pijn die hij niet lijden moet
 
En zo draaien de wielen
En zo zijn wij tot vermaak gedoemd
Op deze oude speelgoedtrein
Die het hart wordt genoemd.

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Sofia Santos
Author: Sofia Santos
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