Ana Cristina Silva veio a Bruxelas para nos dar a conhecer o que de melhor se faz no romance contemporâneo em Portugal

Com uma escrita clara e precisa, a autora prende-nos desde as primeiras linhas dos seus romances, levando-nos a seguir os passos e os percursos de personagens da nossa história, com percursos de vida tão incríveis como surpreendentes, dramáticos e comoventes, impossíveis ou incompreensíveis.

São histórias de abandono, de luta, de dedicação a causas e a ideais, de devoção e de renúncia, de conflitos interiores e de conflitos entre as nações ou entre as religiões, de solidão, mas também de redenção.

Pelas suas obras passam Mariana Alcoforado, freira do século XVII, apaixonada pelo Marquês de Chamilly (oficial francês, ao serviço de Frederico de Shomberg durante a Guerra da Restauração); Carol, militante comunista que se apaixona por um inspetor da PIDE; Mouzinho de Albuquerque e Gungunhana, rostos diferentes no conflito entre colonizador e colonizado; D: Simoa Godinha, a dama da ilha dos escravos, que deixou toda a sua fortuna à Misericórdia de Lisboa; Uriel da Costa, punido e excomungado pelo Conselho Judaico depois de ter convencido os familiares, cristãos-novos convertidos, a regressarem ao judaísmo…e tantos outros, figuras reais, cujas histórias são também a nossa história.

Ana Cristina Silva nasceu em Lisboa e é docente universitária no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
Doutorada em Psicologia da Educação, especializou-se na área da aprendizagem da leitura e da escrita. Desenvolve investigação neste domínio com obra científica publicada em Portugal e no estrangeiro. Publicou até ao momento doze romances: «Mariana, Todas as Cartas» (2002), «A Mulher Transparente» (2003), «Bela» (2005), «À Meia-luz» (2006), «As Fogueiras da Inquisição» (2008), «A Dama Negra da Ilha dos Escravos» (2009), «Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid» (2010), «Cartas Vermelhas» (2011, selecionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora), «O Rei do Monte Brasil» (2012, finalista do Prémio SPA/RTP e do Prémio Literário Fernando Namora, e vencedor do prémio Urbano Tavares Rodrigues), «A Segunda Morte de Anna Karénina» (2013), “A noite não é terna” (2016, vencedor do Prémio Literário Fernando Namora e “Salvação” (2017).

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Sofia Santos
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