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Covid-19: Situação dramática na Europa com 1.104.121 casos numa semana – Bruxelas

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(Lusa) – A Europa registou, na semana passada, um total de 1.104.121 novos casos positivos de covid-19, uma situação que a Comissão Europeia classificou hoje como “dramática”, destacando também o “aumento do número de mortes” nos últimos dias.

“Só na semana passada assistimos a 1.104.121 novas infeções confirmadas na Europa - um número do tamanho de Bruxelas -, já para não falar do aumento do número de mortes na Europa. Isto é dramático”, declarou a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides.

Falando no arranque da videoconferência dos ministros de Saúde da União Europeia (UE), a responsável notou que, “à medida que se verifica um ressurgimento de casos, as medidas de preparação postas em prática” na primeira vaga “tornam-se ainda mais cruciais para as próximas semanas”.

“Algumas destas medidas são dolorosas e já existe cansaço pandémico por parte dos cidadãos, mas precisamos de ultrapassar esta situação com o aumento dos testes e do rastreio de contactos, o reforço da capacidade do setor da saúde e a aplicação de restrições na vida quotidiana, onde for necessário, para quebrar a cadeia de transmissão”, exortou Stella Kyriakides.

Garantindo que o executivo comunitário irá “apoiar [os países] nestes esforços”, dado que a saúde é uma competência nacional, a responsável apontou que foram agora mobilizados 100 milhões de euros no âmbito do Instrumento de Apoio de Emergência para comprar entre 15 a 22 milhões de ‘kits’ de testes rápidos de antigénio para os Estados-membros em novembro.

“Paralelamente, estamos a preparar um procedimento de aquisição conjunta para comprar mais testes”, assegurou.

Porém, segundo a comissária europeia, “os testes por si só não são suficientes”, razão pela qual apelou aos países da UE a partilharem “dados sólidos para apoiar uma melhor coordenação e tomada de decisões” e a apostar em instrumentos de rastreamento como as aplicações móveis para telemóveis (como a portuguesa StayAway Covid).

Falando sobre a promissora vacinação para a covid-19, Stella Kyriakides defendeu junto dos ministros da Saúde ser “absolutamente essencial a criação de infraestruturas, pessoal, equipamento, armazenamento e sistemas de informação necessários para poder vacinar rapidamente os grupos prioritários e a população em geral, assim que as vacinas estejam disponíveis”.

A Comissão Europeia já assinou contratos com três farmacêuticas para assegurar vacinas para a Europa quando estas se revelarem eficazes: a AstraZeneca (300 milhões de doses), a Sanofi-GSK (300 milhões) e a Johnson & Johnson (200 milhões).

“Temos agora em vigor três acordos avançados de compra de várias vacinas promissoras e as negociações para outros promotores estão numa fase avançada”, revelou.

No que toca ao setor das viagens, e numa altura em que não se prevê o encerramento de fronteiras dentro da UE como aconteceu na primeira vaga da covid-19, Stella Kyriakides apontou que existem, atualmente, “posições muito divergentes” sobre as regras de quarentena entre cada país.

“Dentro de algumas semanas, apresentaremos uma abordagem europeia sobre quarentenas”, prevendo “uma solução europeia acordada conjuntamente”, anunciou.

Também nos próximos dias, em meados de novembro, a Comissão Europeia vai apresentar um pacote de medidas para assegurar uma “União mais bem preparada, mais coordenada e mais recetiva às ameaças sanitárias transfronteiriças e às emergências de saúde pública, com agências de saúde mais fortes”, divulgou ainda a comissária europeia.

“Estas serão as bases de uma União Europeia da Saúde mais forte”, concluiu Stella Kyriakides, nas declarações prestadas aos ministros europeus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 44,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.428 pessoas dos 132.616 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.



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