dezembro 02, 2020
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Bélgica anuncia confinamento “mais estrito” e encerra comércio não essencial

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(Lusa) – O primeiro-ministro belga, Alexander de Croo, decretou hoje o encerramento dos comércios não essenciais e a redução dos contactos sociais a uma única pessoa por agregado familiar, medidas que qualificou de “confinamento mais estrito” e de "última chance".

“Estamos a adotar um confinamento mais estrito, mas este confinamento só tem um objetivo: evitar que os serviços de saúde cedam debaixo de uma pressão imensa”, frisou Alexander de Croo.

Entre as medidas apresentadas hoje, está previsto o encerramento de todos os comércios não-essenciais – incluindo “profissões de contacto não sanitário”, como cabeleireiros e salões de beleza – mantendo-se abertos supermercados, mercearias e farmácias.

“Os serviços de ‘take-away’ e as entregas em casa continuarão a ser possíveis e os supermercados e mercearias mantêm-se abertos: portanto, não é preciso armazenar produtos. Aqueles que o fizerem, estão a ter um comportamento antissocial relativamente aos outros”, alertou Alexander de Croo.

Os contactos fora do agregado familiar ficam também reduzidos a uma única pessoa, tendo o primeiro-ministro belga referido que “o risco é demasiado elevado” para haver encontros em espaços fechados com “mais familiares ou amigos”.

“Há que minimizar ao máximo todos os contactos físicos e vamos ter de fazê-lo o tempo que for necessário. Temos de quebrar a subida em flecha dos números, tão rapidamente e drasticamente quanto possível”, sublinhou o primeiro-ministro belga.

Os encontros no exterior são, no entanto, permitidos com um "máximo de quatro pessoas", e respeitando as "regras sanitárias, como a utilização da máscara e o distanciamento social".

O teletrabalho passa também a ser obrigatório, sendo que, nos casos em que não for possível, será obrigatório o uso de máscara e ventilação.

Já as férias escolares de Todos os Santos – cujo final estava previsto na próxima semana – são prolongadas até dia 15 de novembro e os funerais limitados a um máximo de 15 participantes.

Afirmando ter “plena consciência” de que as medidas são “drásticas, dolorosas e vão muito longe”, Alexander de Croo sublinhou que foram o “fruto de uma longa reflexão, baseada em factos e números”.

“São as medidas da última chance, são as medidas necessárias para fazer baixar os números. Está nas nossas mãos, está nas vossas mãos”, referiu o primeiro-ministro belga.

Qualificando o estado do país de “urgência sanitária”, apelou à população belga para fazer “frente comum”, de maneira a evitar que o “pessoal médico e os hospitais não desabem nos próximos dias”.

As medidas hoje apresentadas entrarão em vigor na próxima segunda-feira e terão uma duração de seis semanas, com nova reunião do Comité de Concertação a 01 de dezembro para avaliar o seu impacto.

As medidas foram anunciadas após discussão do Comité de Concertação belga – que reúne representantes do governo federal e dos diferentes governos regionais e comunitários belgas – que se encontrava reunido desde as 13:00.

Segundo dados divulgados hoje, a Bélgica registou, entre os dias 20 e 26 de outubro, uma média de 15.316 casos diários e 79 óbitos, um aumento de 38% nas infeções relativamente à semana anterior, para um total de 392.258 casos desde o início da pandemia e um balanço de 11.308 óbitos.

Com uma taxa de incidência, nos últimos 14 dias, de 1.609 casos por 100 mil habitantes, a Bélgica é atualmente o país da Europa mais atingido pela segunda vaga da pandemia de covid-19, seguido da República Checa.

Esta manhã, em conferência de imprensa de apresentação dos dados, o porta-voz interfederal da luta contra o covid-19, Yves Van Laethem, referiu que “todos os indicadores continuam a vermelho”.

“Ultrapassámos, na última semana, pela primeira vez, a barreira das 100.000 novas infeções. As hospitalizações mantêm-se importante, com o número a duplicar a cada oito dias. O número de óbitos continua também a duplicar todos os seis dias. Resumindo: nada está a mudar de maneira favorável atualmente», afirmou Yves Van Laethem.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 45,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 


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