UM ESCRITOR E UM PINTOR

ID:N°/ Texto: 4307
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No passado dia 10 de Outubro teve lugar no Forte de São Bruno, em Caxias, a apresentação do livro de sonetos – MEU PAÍS É A DIÁSPORA, do Autor Joaquim Tenreira Martins, ilustrado com tintas da China pelo Mestre António Cristóvão. A apresentação foi efectuada pelo Professor Albino Lopes, entusiasta destes sonetos inspiradores da sua cátedra de Psicologia Positiva no ISCSP.

Foi por iniciativa de Isabel Barata, a administradora do Forte, que juntou os dois artistas na bonita apresentação que teve lugar no esplendido terraço deste Forte, numa tarde que comungávamos todos com o fascinante pôr de sol num ameno fim de dia já com cores de Outono.

 A palavra e a arte de pintar ou de desenhar juntaram-se neste livro e descobriram uma linguagem comum para exprimir os sentimentos que perpassam numa frase, numa quadra, num terceto, enfim, no próprio soneto. Como é que o pintor dialoga com as ideias que vai apreendendo nos sonetos? Qual é a sua sensibilidade? Como é que as palavras vão mergulhando no pincel, no desenho que pouco a pouco vai saindo da página branca de um artista. A ideia que está plasmada no soneto comunica-se instintivamente para a mão do pintor que segue o seu impulso, sem dar conta nem do princípio nem do fim, até terminar um motivo que será uma nova criação. E o poeta tem vontade de retomar a ideia do pintor para também a contemplar e dialogar de novo com ela, num perpétuo diálogo de recriação.

Mas os sonetos não são qualquer poesia. O seu ritmo e a sua rima apelam para saírem do papel e serem transformados em voz humana. Essa foi a simpática iniciativa dos declamadores do Clube de Poesia Maria Aguiar, por iniciativa do Dr. José Marreiro, director da revista A Voz de Paço de Arcos que fizeram ecoar alguns sonetos no belo terraço do Forte de São Bruno. Sentiram-se a emoção, a sensibilidade, a vivência dos temas que o poeta imprimiu nas palavras cadenciadas por rimas que fizeram brotar lágrimas a algumas recitantes. Também o mar, paredes meias com o terraço do Forte, se emocionou, e, nos instantes em que sonetos saíam da boca dos declamadores, o mar também pretendeu escutar, transmitindo-nos um leve murmúrio, desejando à sua maneira participar nesta tarde poética, como se tratasse de um fundo musical com tonalidades tipicamente marítimas.

 


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