(Lusa) – O papel das crianças nas opções culturais das cidades é tema de conferência internacional, a realizar quinta e sexta-feira, no teatro Luís de Camões, LU.CA, em Lisboa, dirigida a professores, educadores e todos aqueles que lidam com crianças.

É uma iniciativa “muito querida” ao teatro, disse à Lusa a diretora artística, Susana Menezes, acrescentando que faz parte do ciclo “As crianças, um teatro, uma cidade”, com que o LU.CA inicia o ano, e que fecha também o ciclo com que inaugurou a atividade, em junho último, em que repôs alguns dos espetáculos realizados para crianças e jovens no teatro Maria Matos.

Com curadoria de Susana Menezes e de Liliana Coutinho, esta conferência visa ir buscar informação “ao que se faz lá fora”, daí que conte com a presença de representantes do Théâtre Am Stram Gram, de Genebra, e do BRONKS Theater for a Young Audience, de Bruxelas.

Esta é uma forma de o LU.CA reforçar “é o seu lugar” e que espaço vai ter na cidade, referiu Susana Menezes, acrescentando que o facto de existir um equipamento novo na cidade, faz com que esta se agite e reorganize.

Nesta iniciativa será também dada voz a artistas, como a ilustradora Catarina Sobral e o ator e encenador Pedro Penim, e a programadores que ajudem a perceber se a direção do teatro está no bom caminho, e que contribuam para definir os planos de futuro.

Educadores, professores, mediadores culturais, artistas e todos os que estejam ligados a serviços educativos, e à relação entre cultura e arte e o público mais jovem, são o público-alvo desta conferência a decorrer na tarde de quinta-feira e na sexta-feira durante todo o dia.

Susana Menezes insiste em que se trata de uma iniciativa “muito querida”, porque é um momento em que se reflete com a restante comunidade sobre a cultura que se faz e se quer fazer para as crianças.

A reflexão vai também envolver os mais novos, saber o que pensam das opções culturais das cidades, para elas, e ouvir as sugestões que pretendam dar e que serão também um contributo para as ações a realizar no futuro, acrescentou a diretora artística do LU.CA, à Lusa.

Este é, segundo Susana Menezes, o primeiro projeto com estas características que a direção do LU.CA promove, e que terá continuidade na programação dos primeiros três meses do ano.

Um festival de cinema para crianças, intitulado “Play”, dedicado ao dia a dia nas cidades, um ciclo intitulado “Porque desenhamos nas paredes”, que vai questionar se o 'graffiti' é arte urbana ou vandalismo, organizado pelo ilustrador António Jorge Gonçalves, uma instalação de artes plásticas com uma história do 'graffiti' e um teatro que viajará pela história desta expressão urbana são outras das propostas da programação do LU.CA para o primeiro trimestre deste ano.

Deste ciclo fará ainda parte uma oficina de desenhos e uma conversa sobre “Cidade e desobediência”, que irá questionar as relações entre a arte e o poder e o lugar da desobediência da vida artística.

Uma miniconferência de Maria João Mayer Branco sobre namorar, um espetáculo pelo Teatro de Marionetas do Porto e um concerto especial de Carnaval, com Bruno Pernadas, além de um baile de Carnaval com o DJ Crazyman e a VJ Severa, são também propostas do LU.CA até março.

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