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sexta-feira, 05 março 2021

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Pedro Rupio alerta para discriminação nas propinas da UAb para com portugueses no estrangeiro



Estudar na Universidade Aberta (UAb) custará cerca de 500 euros a mais para um português que viva no estrangeiro do que para um português que viva em Portugal. Esta semana, Pedro Rupio, Presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa, alertou a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, para uma aparente discriminação do sistema de propinas da UAb em relação aos portugueses residentes no estrangeiro.

Na carta endereçada à Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Pedro Rupio referiu que “por cada unidade curricular, a Universidade cobra 120 euros a um português que viva fora de Portugal (e fora dos demais Países de Língua Oficial Portuguesa- PLOP) e 69,66 euros àqueles que tenham residência em Portugal ou àqueles que sejam residentes ou naturais de todos os demais PLOP”.

Dando um exemplo em concreto, Pedro Rupio explicou que “um português que viva em França pagará 1.200 euros, quando um brasileiro, também ele com residência em França, pagará um pouco menos de 700 euros. E esse mesmo montante de 700 euros também seria pago por um sueco residente em Angola”.

Desta forma, a UAb “oferece assim condições financeiras vantajosas para mais de 270 milhões de pessoas: os residentes em Portugal, os residentes e naturais de demais PLOP, mas não inclui os 5 milhões de portugueses e luso-descendentes que residem no estrangeiro”, sublinhou o Presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa.

De modo a reverter esta “aparente discriminação” no sistema de propinas da UAb para com os portugueses residentes no estrangeiro, Pedro Rupio pede a Berta Nunes que promova uma alteração no documento referente à homologação do regulamento de propinas da UAb.

No seu entender, esta seria uma maneira de alimentar o sentimento de inclusão à comunidade nacional e dinamizar o reencontro de Portugal com a sua diáspora.

Fundada há mais de 30 anos, a UAb é hoje a única instituição de ensino superior público portuguesa que permite um ensino integralmente organizado à distância.


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