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No rés-do-chão do prédio do Gaveto da Coroa com a Rua que leva à “Square” Fernando Pessoa, de Flagey, entrei quando o ano era de 1999 e o mês o de Setembro.

Estava lá Lavre e Sucesso. Sucesso ganho pelo Senhor Rui Garcia e pela Mulher. Sucesso que chegou não pelo acaso, pela sorte, mas pelo bom senso, pelo autocontrolo, pelo esforço continuado, pelo Ofício. Há no senhor Garcia, Alegria no esforço e Liberdade. Só é verdadeiramente livre quem tem Ofício. E, o Senhor Rui Garcia com a Família sempre esteve a fazer planos, a pensar e a, rapidamente, fazer dos planos acção, execução.

Alguns são audazes por ignorância. Outros, tímidos por cálculo. Ambos as duas coisas e têm, em consequência, o atrevimento do nos dizer o que fazer. Com muito discurso que termina: e... agora, agora fazes tu!
No senhor Garcia, nada disso, a audácia é cálculo que ousa dar destino às suas ideias, aos Seus. Fá-lo baseado nas virtudes Cardiais da Justiça, da Coragem, da Camaradagem, da Alegria que vem do Esforço e da Sabedoria.

Sabedoria que de um coração grande e forte, Convoca a Alma, e trouxe para este Norte, para esta Avenida da Coroa, a partir do Jovem de Lavre , onde sofreu sem queixume, onde lutou sem sentir as dores, onde foi capaz de construir uma casa, um Lar e um Negócio na Rua da Coroa e onde como sempre, é capaz de chorar com a Saudade, com a Alegria, com o Desgosto, com a Alma e com um Amigo.

Num Mundo, um tempo e uma época, em que a maioria, a vasta maioria tem a actividade paralisada pela Lei da Complicação, o Senhor Rui Garcia e a Família deu à complexidade uma nova natureza. Uma Casa que é uma Tertúlia. Um Portugal que é de Alegria, uma Casa onde se vai para construir a Sociedade do Elogio da Amizade.
A casa Garcia é uma Instituição, ali no prédio de gaveto entre a Rua da Coroa 75 onde viveu Puccini e a Rua que vai até à estátua de Fernando Pessoa em Bruxelas, está o resultado de um Génio Português, Alentejano e Benfazejo.


Casal de Cinza, 5 de Novembro 2015
 Fernando Carvalho Rodrigues

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