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Apesar da maldita dificuldade económica e financeira, prossegue a descomedida onda de consumismo. No meio de tanto alvoroço e movimentação, falhos de discernimento, somos aliciados pela influência do dispêndio, tantas vezes excessivo e supérfluo. A par de tanto frenesi, pululam os apelos solidários, gritos de revolta, crescentes disparidades sociais.

Face ao que vemos e ouvimos, podemos concluir, que o Natal perdeu, em boa medida, a salutar magia do Presépio! Apesar de tudo, podemos e devemos viver um Natal diferente, autêntico, capaz de nos devolver as alegrias e as emoções de outros tempos, sem que por isso se tenham de rejeitar os desafios da concorrência e da competição, também eles, uma realidade do nosso quotidiano.


A Festa de Natal que desejamos “feliz” reporta-se exclusivamente ao transcendente Nascimento de Deus, tornado Menino. É esta realeza do Mistério Natalício, que nos anima e nos dá e/ou deveria dar, a alegria do Natal. A essência do memorável acontecimento ultrapassa a nossa fragilidade e pequenez! O Natal mudou, ou mudamos nós? Por influência do tempo e outras condicionantes? De facto, mudou muita coisa, mas a lição do presépio em nada se alterou.

Continua actual e tornou-se para nós um grito urgente: “Hoje vos nasceu, o Messias Salvador”. É também por isso que encontramos ruas ornamentadas, muita música, laços coloridos, presentes e outros enfeites daquilo que se compra e se vende. Há dádivas que se trocam, há saudações... Tudo porque é Natal, a festa que anima e incentiva!

Paralelamente e num agressivo contraste, verificamos que o ódio e a vingança se concertam para a destituição da dignidade humana; em cruéis atentados à própria vida! Com manchas de sangue derramado, de sofrimento e dor… A crueldade, que deixou de ter limites, impera e actua à escala global e onde menos se espera! O medo, esse sentimento que não tem forma, nem cheiro e medida, ocupa e limita o nosso espaço de paz e serenidade; é condicionada a nossa liberdade! A violência, de sorumbáticos contornos, é sustentada e arquitectada em laboratório, com objectivos precisos de ruína moral e física.

Preocupante realidade, que assenta no egocentrismo e na cobardia; atinge sempre os mais vulneráveis! Numa época de paz e bem, ressalta essa chaga que atinge por dentro as próprias famílias! Perdem-se oportunidades de sadia convivência… Constroem-se muros nas relações! Comanda o orgulho e arrogância, desonrados sentimentos, que ocupam o lugar da humildade, do respeito e dos afectos. 

Como podemos ter um “Natal feliz”, se na nossa vida subsiste a indiferença em relação aos valores expressos na lição do presépio? A mensagem de Esperança simbolizada no Natal do Salvador é um imperativo à mudança interior. Estamos em condições de viver esta quadra, tao especial, na alegria e na paz de espírito? Estar de bem com a família, os amigos e a própria vida é para nós uma prioridade? Como pode alguém ter ou viver um “natal feliz”, estando desassociado do vínculo familiar? O Natal de Jesus Cristo, trouxe-nos o ideal da harmonia do homem com Deus, da fraternidade entre todos os homens, do primado da generosidade sobre o egoísmo, da verdade sobre a mentira, do serviço sobre o poder...

Onde quer que nos encontremos, num qualquer canto da terra, podemos e devemos, viver com intensidade e na alegria a festa da natividade de Deus feito Homem. Fazendo a viagem até Belém, contemplando o rosto humilde do Menino, despojado e simples. Na predileta festa do Amor e da fraternidade, aprendamos a ser mais família, a viver e sentir mais família, onde reine o amor, a harmonia, a alegria e a comunhão fraterna…

Esta é mais uma esta oportunidade para desejar a todos, feliz Natal, em particular aos doentes e idosos. Com especial saudação para os que se encontram longe das suas terras, das suas famílias, das suas origens. Possa o calor e alento da novidade do Natal proporcionar a todos umas BOAS FESTAS: Feliz Natal... E melhor Ano Novo!


“Estamos próximos do Natal: teremos luzes, festas, árvores luminosas e presépio.
Tudo falso: o mundo continua fazendo guerras. O mundo não entendeu o caminho da paz” SS Papa Francisco

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