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É o pânico geral e logo se toma consciência da amplitude do drama. É o caos. O aeroporto acaba de reabrir com apenas 20% da sua capacidade operacional. E só no final deste ano voltará a funcionar plenamente.

E enquanto se acudia no desastre do aeroporto, uma hora depois, outro violento ataque numa estação de metro; a Maelbeek fica próxima do conhecido bairro europeu, onde estão sediadas as instituições europeias. Locais escolhidos e planeados, envoltos de simbolismo da vida activa na capital belga.

Todos previam a suposta acção terrorista… Os atentados de Paris, com fortes ligações de organização à Bélgica, faziam prever o pior. E o maquiavélico acto de terror e morte aconteceu quando menos se esperava! Tudo planeado numa brutalidade sem limites. Era, foi mais um bárbaro atentado à dignidade, à liberdade, à vida! Depois de outras capitais europeias, foi a vez de atingir o “coração da Europa”, capital das instituições europeias.

O macabro acto em três tempos e dois lugares diferentes, visaram matar pessoas inocentes, implantar a cultura do medo, estagnar a economia… Terão conseguido parte desses intentos, menos o medo, apesar da enorme apreensão e cuidados de segurança. A revolta é notória, também nos comentários gerais da opinião pública. A tragédia parece querer ocupar algum espaço da dignidade e da liberdade que caracteriza a nossa hodierna sociedade. E de certo modo assim é! Mas não se pode fazer qualquer cedência… Consumidos os violentos actos é tempo de levantar a cabeça, de (re)agir, o que em boa medida está já a ser feito.

Em coordenação com outras forças de segurança e organismos estatais a nível europeu. Tal como Madrid, Londres, Paris… também Bruxelas se deve levantar do enorme estrondo que sacode a nossa consciência colectiva. Até porque a ameaça é permanente e tem vários destinos.
O momento e actualidade são também de homenagem às vítimas e foram tantas! A praça da Bolsa, no coração de Bruxelas, tornou-se o ponto central dessa mobilização de preito e recolhimento. Por entre sol e chuva, canções e flores, velas e orações… Impressionante! Naquele silêncio o grito da revolta... Naquelas flores a comunhão fraterna... Naquelas velas o símbolo da vida e da paz! Naquele lugar a dor e a emoção!
O mal e o medo não podem ter a última palavra!...
Em qualquer dos casos há-de vencer a paz e o amor. A tolerância e a solidariedade entre os povos e as nações!
“Face à barbárie fiquemos unidos, bem de pé. Em nome de todas as vítimas”



António Fernandes
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