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Esta transmutação foi de inteira responsabilidade das Forças Armadas; pessoas há que, por ideologias oportunistas, entendem levar a efeméride para sua pertença, o que afastou e continua a demover muitos cidadãos desses acontecimentos comemorativos.
O 25 de Abril é uma data histórica, como foi, é e será a implantação da República.
No programa que assinala o seu quadragésimo segundo aniversário, um pouco por todo o lado, no País, mas também além-fronteiras, são postos em evidência os episódios de maior significado histórico/cultural e que foram determinantes nessa transição pacífica, primeira etapa de uma trajectória que levaria - que devia ter levado - o País à conquista de novos rumos.

Hoje, se tivermos olhos de ver, verificamos, com algum desapontamento, que o 25 de Abril não chegou à Emigração; quatro décadas passaram sem que fossem satisfeitas muitas das reivindicações. E são tantas as lacunas e outras dificuldades: no ensino do português; na deficiência das redes consulares; na questão de cidadania participativa e de recenseamento; na valorização do mundo associativo e empresarial… A democracia “mãe” não pode continuar a pensar como outrora; não se pode “gostar” da emigração só porque as suas remessas continuam a sustentar boa parte das contas do Estado! Terá que haver maior e mais eficaz atenção política, maior coordenação entre Portugal e os países de acolhimento…

É um facto: os portugueses não podem perder mais tempo em discussões estéreis, e/ou divisões que nos colocam na cauda da Europa. O 25 de Abril deve ser entendido e assimilado como uma fase da História que encaminhou o País para novos desafios. Precisamos, por isso, de aproveitar todas as potencialidades que temos. Há que superar problemas estruturais importantes e decisivos. Ao programa de estabilidade e crescimento, juntam-se outras reformas; na administração pública; na reforma fiscal; nas políticas europeias; nas Forças Armadas… e tantas outras áreas que carecem, desde há muito tempo, de soluções irrevogáveis que nos prestigiem também no seio da União Europeia.
Bem mais que os discursos, a pompa e circunstância, importa nesta data do 42° aniversário do “25 de Abril”, recordar esse passado, para viver o futuro com renovada determinação e a responsabilidade que nos deve catapultar para lugares cimeiros de crescimento e de autonomia efectiva. Portugal e os portugueses merecem uma sorte diferente; promissora, necessária, urgente, possível, autentica…


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