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Bruxelas, Embaixada de Portugal, 24 de Março de 2017

Senhor Embaixador, Dr. António Alves Machado,
Dr. Rui Martino Correia e Dra. Carina Gaspar,da Embaixada de Portugal,
Minhas Senhoras e meus Senhores,

Tivemos a oportunidade por diversas vezes de abordar o tema dos portugueses a trabalhar e a viver no estrangeiro. Na nossa vida de expatriados e na nossa acção cultural interviemos em colóquios, participamos em encontros, ouvimos interessados e publicamos livros.
Não somos portanto iniciados no tema e temos pessoalmente opinião sobre alguns aspectos da cidadania dos portugueses no exterior.
Mas o que nos traz aqui é um livro. Um livro que é um daqueles retratos que os portugueses não gostavam de ver. Ficavam no baú, esquecidos, amarrotados, como que se não existissem.

Sorte nossa, Gérald Blancourt, um haitiano curioso e jornalista calcorreou os “bidonville” portugueses nos arredores de Paris. Mas não se ficou por aí, quis ver quem eram esses heróis que construíam a nova Paris, ávida de imóveis e da implícita mão-de-obra.
Mas quis também vir a Portugal e fazer o Salto com os nossos compatriotas, viver essa fuga, vê-los fazer da Meseta ibérica e dos Pirinéus a estrada de Job.
O seu testemunho é a reescrita necessária de parte da nossa História.

Daniel Bastos, nosso conhecido, com quem tivemos o gosto de partilhar por aí e por aqui alguns livros, da História à poesia, é o promotor deste livro. Historiador de formação, professor, é também ele um caminhante das peregrinações pátrias, as heroicas, de partida, e as heroica de chegada, como esta.
Daniel Bastos, homem de Fafe, que é como quem diz do mundo, ou não fossem os dali homens de andanças antigas e corajosas.
Mais e mais trabalhos destes e de outros é o que esperamos de pessoas como o Daniel, capazes, laboriosas e humanistas.

E para nos acompanhar nesta homenagem aos nossos dos bairros-de-lata e aos presentes nesta mesa, os mensageiros da glória, temos connosco Maria Beatriz da Rocha Trindade. A Maria Beatriz vai completar a “realidade” sentimental que o livro aporta com a racionalidade do busca intelectual e dos números que ajudam o entendimento.

A Orfeu, agradece a todos os 3 a presença, o afinco no trabalho produzido e – perùmitam-me! - em particular a Gérald Blancourt. A sua dedicação ao nosso país e aos nossos é obra já reconhecida oficialmente, mas que nunca é demais salientar. Que viva o restante da sua vida com a nossa gratidão e a nossa estima.
“Nous voulons, cher Gérald, vous rendre hommage, vous remercier pour votre attachement au Portugal et aux portugais. Avec des hommes comme vous l’humanité peut encore rêver d’un avenir heureux.
Merci.

Obrigado a todos.
Joaquim Pinto da Silva

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