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A Secção Consular de Portugal na Bélgica não é caso único. A verdade é que as dificuldades de atendimento e o estado precário em que se encontram tais serviços é um problema à escala global, que não começou nem com este governo, nem com o governo anterior. O problema tem origem no sistema que se instaurou com o passar dos anos, que dá prioridade em manter funcionários até à exaustão da idade sem serem devidamente substituídos; ou, ainda, a escassez de novos concursos para a contratação de mais funcionários consulares.

Existe quase que uma dupla, quiçá tripla, exclusão dos emigrantes portugueses: se por um lado têm de emigrar, por outro a falta de apoios de Portugal aos seus (ainda!) cidadãos ultrapassa, em muito, os limites do aceitável.
Porém, não podemos unicamente criticar os governos e governantes do nosso país visto que a passividade já típica dos cidadãos contribuí em grande escala para que nada mude.

O Dr. Pedro Rupio, conselheiro das comunidades, teve a brilhante iniciativa de recolher assinaturas com o intuito de melhorar os serviços consulares e chamar a atenção para este problema que afeta, gravosamente, os portugueses residentes na Bélgica. O apoio do PSD Bélgica esteve sempre presente, visto serem iniciativas que acreditamos de grande importância e mérito, resultado de vários esforços entre o senhor conselheiro e vários setores da sociedade civil.

A verdade é que somos cada vez mais portugueses a viver na Bélgica, 40.000 registados, mas cerca de 100.000 no total, no entanto apenas 2105 é que assinaram a petição. Mais assustador é o número de portugueses que não se encontram registados ao momento. Há uma clara insuficiência no que toca aos apoios dos sucessivos governos aos emigrantes, que resulta num afastamento notório da comunidade, seja entre si, seja para com Portugal.

Em 2012, aquando do encerramento do consulado sito em Antuérpia (Antwerpen), apesar de tal decisão ter sido tomada pelo governo de coligação PSD-CDS, houve uma total e frontal oposição da secção do PSD, legitimamente eleita, na Bélgica.
É tempo de parar o jogo das culpas e de lutarmos, juntos, pelos nossos direitos. Os interesses políticos e financeiros não podem, ou não devem, se sobrepor ao interesse maior: a comunidade!

Continuaremos, deste modo, a apoiar todas as iniciativas que tenham em vista a (re)abertura tanto do consulado honorário em Antuérpia (Antwerpen), Bruges (Brugge) e Gante (Gent), assim como esperamos ansiosamente pela abertura do espaço do cidadão durante o ano de 2017, tal como prometido pela embaixada.
As relações de Portugal com a Bélgica são tão antigas como o queijo flamengo, esperemos que o tempo não se ocupe de a extinguir.
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