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sábado, 17 abril 2021

TRÊS ANOS DE UMA LENTA AGONIA As tragédias de um incêndio!



 Passaram três anos, sobre aquele violento incêndio, que deixou apenas, as paredes sólidas, da igreja paroquial em Lavradas, em Ponte da Barca. Uma tragédia material, patrimonial, mas também de afectos e graves danos, morais e sociais. Com as inevitáveis consequências de corrosivo desgaste, numa permanente e lenta agonia! Três anos de acentuada tensão, entre as partes que nunca deviam existir. Uma delas criada à revelia de tudo e de todos! Nascida de uma concertada leviandade, alguns meses depois, com a corroboração da junta fabriqueira e alguns amigos, apoiados num novo projecto; indecoroso intento de construir uma igreja nova, que inclui o desaparecimento da casa paroquial, protegida e considerada património da freguesia. “Subiu-lhes o dinheiro à cabeça e não controlam o conforto financeiro que lhes está a ser dado”! Desabafou um assíduo paroquiano, que não perde a fé, na sua essência, mas o afastou de uma determinda crendice!

A freguesia e aqueles que contribuíram, sempre se pautaram, pela simples reconstrução, com base, nas primeiras iniciativas, que incluem a recolha e angariação de fundos, do dinheiro necessário para uma obra urgente! Que ronda agora, cerca de meio milhão de euros. Gente que continua a defender e a exigir o cumprimento daquilo que foi prometido; tem lógica é sensato e justo!

Foram três anos de espera; de controvérsia, de animosidade e muita tensão. Três anos de confronto psicológico, de pesquisa e de manifestação. Três anos a exigir um mínimo de respeito e de diálogo; três anos depois e tudo na mesma, para muito pior! Mil e noventa e cinco dias de expectativa, que trouxe à localidade algumas personagens. Desde logo o Sr. presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que rapidamente se demarcou, de um caso controverso e por isso contestado; terá lamentado essa deslocação, também pelas informações que recebeu, na sequência dessa sua visita!

Veio, naturalmente o Sr. Bispo e outros prelados, para lamentar o sucedido, mas sobretudo para pedir, de imediato, “ajuda fraterna”, financeira, dinheiro: “Sugiro que as esmolas recolhidas sejam canalizadas para as obras de recuperação desta igreja”, 19.12.2017 – dixit, D. Anacleto Oliveira.

A preocupação de angariar os tais fundos, sobrepunha-se aos lamentos e às preces! Depressa se passava da emoção a uma organizada campanha de caça ao dinheiro! E a resposta não se fez tardar, tão espontânea e generosa, se veio a revelar; debaixo de uma forte emoção, para mais tarde se tornar numa contida abominação, face às divergências e às orientações, aos cálculos e às subtilezas, daqueles que excluíram referendar, submeter a uma decisão alargada, à expressão de um voto, à escolha que podia e devia separar o trigo do joio!

Vieram também, os agentes do poder local, estupefactos com aquele apocalíptico cenário! E logo se prontificaram para a prestação de serviços e outras ajudas, no sentido de reconstruir, de reaver o templo! Houve protocolos e donativos públicos e uma vontade de colaborar, que se veio a revelar, um estrondoso fracasso político, de clara incompetência e suborno; um caso do foro religioso transformou-se num ísco e torpe causa política; por sinal, com eleições à vista! No entanto este comportamento poderá vir a ser, um tiro de canhão no próprio pé; porque, em política, não pode valer tudo e ainda menos quando estão em cima da mesa situações desta amplitude social e religiosa; o povo não dorme e sabe fazer a diferença; no momento certo revela-se, tantas vezes, com surpreendentes resultados!

Vieram ainda, os jornalistas e as televisões. Ao encontro de uma população traída na sua prodigalidade e benevolência! Realizaram um trabalho digno; leal e transparente tendo-lhes sido negado o contraditório. Provavelmente por não haver qualquer argumentação credível, tão manifesto se revelou o engodo! A imprensa nacional voltou, para a entrevista e a opinião. A reconstrução foi sempre a palavra de ordem; incompetência, vergonha e dinheiro fazem parte das dicções mais citadas.

Houve manifestações e gritos de revolta. Houve pichagens, legendas e muitas mensagens. Sem nunca faltar, os sinais de repudio e outros apelos ao diálogo e aproximação. Houve lamentos e insultos, discórdias e pandemónio! Tudo com o aparente consentimento de uma Igreja vocacionada para a prática do bem; na concórdia, na harmonia e a paz social. Sobre este caso, esta mesma Igreja mostrou-se desprovida  de autoridade e vazia dos valores que promovem, que dignificam e salvam; também noutras áreas da pastoral economicista, com incidências sociais que interpelam e preocupam! Essas são contas de outro rosário, naturalmente.

Bem mais tarde, já para além de dois anos passados sobre aquela pouca sorte, veio a pandemia e consequente acréscimo das dificuldades para todos. Uma sociedade fustigada por um vírus, que não chegou a ser lição para uma junta fabriqueira, sempre na mira da esmola, do dinheiro, apesar de cumulado o montante suficiente para realizar a obra! Que sistematicamente vão adiando. Foi nesse contexto, de limitação e de restrições, que foi criada uma Comissão Cívica e de Acompanhamento, representativa da sociedade civil organizada, não para ser contra ninguém, mas antes para estar ao lado de uma junta Fabriqueira fragilizada, nas suas decisões e competências. A precisar de se renovar, até porque terminou o actual mandato e são poucos, os que se revêem, numa recondução do cargo!

Assim o entendam por bem, a nova Comissão Cívica e Junta Fabriqueira, que vier a ser constituída; dar as mãos naquilo que é, a requalificação de uma grande obra que o povo já pagou. Gente idónea e amiga, mas também firme na sua determinação, cujo objectivo é respeitar um código de conduta, que assenta na reconstrução da igreja, tal como indicado e defendido na campanha e angariação de fundos, que ronda agora os 500mil€uros.

No rescaldo destes três anos, somaram-se agoniosas situações, numa planeada e cruel desumanidade, ainda mais dolorosa, por ser a própria Igreja, a liderar esta contenda; de criar, de manter e de atiçar tão desconfortável situação! Um balanço negro, se atendermos aos prejuízos morais e mesmo financeiros, de toda uma comunidade! Num desassossegado dilema, onde faleceram para cima de 50 pessoas, desde então! E nada nem ninguém lhes reparou a mágoa de não terem assistido à reedificação da “sua” igreja paroquial; outros mais partiram deste mundo, de forma abrupta, sem tempo para qualquer reparo, ou contrição! Reza a sabedoria e a caridade, que devemos estar livres do pecado, que neste caso é de grave omissão.

O povo, esse desperta em cada dia, de um já longo pesadelo e sublinha, a cada momento, a sua preocupação, ansioso de uma decisão, sôfrego dos primeiros movimentos, com vista à reconstrução da igreja que ardeu faz agora três anos! Um povo que sabe esperar, sem tolerar os desvarios. Cumpridor e exigente na acção e no compromisso assumido! Sábio e tolerante, justo e rigoroso na sua conduta. Merecendo desta causa, em curso de resolução, uma resposta idêntica; sensata, adequada e justa. Que venha, com a maior brevidade essa deliberação, como sinal de profunda gratidão! Tanta foi a generosidade, assente nos donativos, nos gestos amigos e fraternos, na confiança; cá, mas também além fronteiras, nomeadamente em França, Luxemburgo, Andorra... Canadá e América. O momento é de profunda reflexão, que deve culminar, com a decisão de reconstruir a igreja, sem mais freios, nem hesitação; por todos e para todos, sem qualquer preferência ou distinção! E desse modo restabelecer o direito e a dignidade!


“É uma vergonha também em Ponte da Barca haver um caso “Pedrogão Grande”. Tem que ser investigado!” -António Dantas

“Será que isto não vai ter fim? Já não há paciência para estes jogos, que não levam a lado nenhum! Onde está Deus no meio disto tudo?”

-Eva Pereira

“Há uma contenda de contornos preocupantes... O que está a faltar é bom senso e espaço para o diálogo. Gostava de ver a malta em paz.” -Inês Portocarrero

“Isso é mentira Álvaro. A casa paroquial, assim como os bens pertencentes à igreja, pertencem à Fábrica da igreja de Lavradas.” -Manuel Sendão, tesoureiro fabriqueira. 

De que estão à espera? Já passou tempo a mais, a igreja não precisa de política, precisa de ser reparada”

-Lucinda da Silva

“É mesmo uma vergonha, o povo não merece ser enganado, tenham respeito.” -António Álvaro Gomes

“Porquê tentar esconder informação? Que interesses estão subjacentes? O Sr. presidente da Câmara tem inviabilizado a reconstrução daquele templo… –Maria José Gonçalves, Vereadora Câmara Municipal, Ponte da Barca

“Animados pelo fogo do amor de Deus e aos irmãos, queremos congregar todos os esforços na reedificação da igreja paroquial de São Miguel de Lavradas” -O Pároco, José Filipe Sá 

 “Segundo a minha opinião, não devem acabar nem identificar-se, assim cria mais adrenalina e imaginação. Continuem a fazer o ótimo trabalho que têm realizado. Pois já deu muitos e bons frutos. Abraço.

Manuel Sendão, tesoureiro da junta fabriqueira, a incitar os perfis supostamente falsos, a uma actividade caluniosa e por isso atentatória à dignidade das pessoas!

“Faço votos para que todos se entendam e espero que não permitam a construção de um barracão moderno, ainda por cima destruindo uma casa feita com o dinheiro do povo”

Magalhães Sant’Ana

“Num Estado de Direito Democrático e Laico fazer política com assuntos de teor religioso e que envolve questões de valor sagrado é lamentável e condenável” –Maria José Gonçalves, Vereadora Câmara Municipal, Ponte da Barca

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António Fernandes
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