domingo, 27 novembro 2022

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No último artigo que publiquei, abordei, levemente, a questão da interioridade, uma vez que me quis focar no problema específico, da cooperativa agropecuária Mirandesa, que se debate com problemas semelhantes a muitas outras entidades instaladas no interior.

A questão de fundo é a seguinte: quer o poder central desenvolver o interior do país ou não? Não só não quer, como tem contribuído para o tornar ainda mais pobre e mais desertificado. Se não vejamos: ensinam-nos que os territórios desenvolvem-se pelo efeito bola de neve, ou seja, ao instalar-se num território, por exemplo, uma determinada instituição económica, é normal que se instalem nas proximidades outras instituições, quer para fornecer essa nova instituição, ou porque, por motivos estratégicos têm todo o interesse em se instalar na sua proximidade.

Esta situação leva ao aumento da oferta de empregos que é, sem dúvida, motivo para atracção de novas pessoas.  O que os governos têm feito, até agora, é precisamente o contrário, ou seja, têm, ao longo dos tempos, encerrado serviços, atrás de serviços, no interior do país, contribuindo para a sua desertificação. Estas acções contribuem para piorar o interior porque, encerram sempre os serviços no interior mais pobre, para os instalar nos de maior dimensão, como sejam, as capitais de Distrito.

Mas, infelizmente, não é apenas esta situação que prejudica o interior. Se o interesse fosse, mesmo, desenvolver o interior, há muito que a distribuição dos fundos europeus seria feita de forma diferente, beneficiando as regiões mais carenciadas, em vez do atribuir as migalhas que sobram.  Infelizmente, em pleno Séc. XXI e depois de tanto fundo europeu, recebido e investido, muito interior ainda se debate com graves problemas nas vias de comunicação, o que leva a que várias ligações, entre cidades portuguesas, seja mais rápido e em melhores condições por Espanha do que por território nacional.

A saúde definha, a passos largos, sendo em muitos casos quase uma inexistência. A educação é um exclusivo do litoral. Estes exemplos, que aqui deixo, criam um outro problema que é o aumento de custos para os mais necessitados, ou seja, os salários no interior são mais baixos, grande parte desta BOA gente vive de pequenos negócios, ou da agricultura, muitas vezes da agricultura de subsistência, tal como há cinquenta anos. Ora, não havendo serviços de proximidade, esse facto implica sucessivas deslocações, obriga a enviar os filhos para longe, para puderem estudar, o que faz com que tenham custos muito superiores aos que vivem nas grandes cidades, uma vez que estes tudo têm à sua porta.

O interior é assim duplamente prejudicado, menores rendimentos e maiores custos. Mas será apenas culpa do poder central? Sinceramente acho que não. Todos nós temos responsabilidades nesta situação. Temos de ser mais exigentes, mais contestatários, temos de saber colocar para trás das costas as politiquices, para unidos, defendermos, o interior, as nossas gentes, a nossa terra, nem que para isso tenhamos de desagradar aos “chefes”. Temos, de uma vez por todas, deixar de ser, como dizia Torga, uma “colectividade pacífica de revoltados”, para nos assumirmos como revolucionários da revolução, que este país precisa. Foi sempre com pessoas que assumiram e concretizaram as revoluções que o mundo avançou e mudou. Certamente que terá custos, dores e irá desagradar a muitos, mas esse será o preço que teremos de pagar pelo bem-estar das nossas gentes, que merecem isso e muito mais.

Talvez tenha chegado o momento de atendermos nas palavras de Kennedy “não perguntes o que o teu país pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer pelo teu país”.

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Author: Fernando Vaz Das NevesEmail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
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