Faça login na sua conta

Usuário *
Senha *
Lembre de mim

Crie a sua conta aqui!

Os campos marcados com um asterisco (*) são obrigatórios.
Nome *
Usuário *
Senha *
Verifique a senha *
Email *
Verificar e-mail *
Captcha *
Reload Captcha
domingo, 26 setembro 2021

Por favor habilite seu javascript para enviar este formulário

Em Antuérpia

Set. 24, 2021 Hits:405 Apontamentos

Casa pode ser uma pessoa

Set. 24, 2021 Hits:397 Crónicas

Candidatura “Unir Arcoz…

Set. 24, 2021 Hits:428 Portugal

Porto de União: o mote c…

Set. 24, 2021 Hits:79 Portugal

Junta de Fornelos recuper…

Set. 23, 2021 Hits:416 Portugal

Universidade de Genebra r…

Set. 23, 2021 Hits:170 Cultura

Gante acolhe exposição …

Set. 22, 2021 Hits:538 Bélgica

Nós contra os Outros



O luso.eu Jornal das comunidades é gratuito mas quero ajudar!

No seu último livro editado em 2018, Madeleine Albright, antiga Secretária de Estado Americana, afirmava que “ao ficarmos dececionados com a falta de mudança, remetemo-nos ao cinismo e a seguir começamos a pensar se haverá uma forma mais rápida, mais fácil e menos democrática de satisfazer os nossos desejos”. Se há algo que os movimentos populistas perceberam desde cedo é que o descontentamento e frustração dos cidadãos perante certos problemas seria fonte primária de mobilização e capitalização de apoio e, por conseguinte, de votos aquando de eleições.

Não é menos verdade que a mutação rápida das nossas economias, da transformação das nossas sociedades à aceleração dos desafios perante os quais somos colocados, muito à boleia da intensificação do fenómeno da globalização, gerou em várias camadas da população uma frustração crescente e insatisfação perante a falta de respostas aos seus problemas, motivada, em parte, por uma aparente fragilização das instituições políticas e, com ela, um certo recuo do conceito de soberania.

Como a História já nos mostrou em vários momentos, as crises económicas e as suas profundas consequências em matéria de agravamento das desigualdades conferem, muitas vezes, a movimentos políticos e apolíticos uma base ideal para a difusão das suas ideias e recrutamento de apoiantes que nutrem uma crescente desconfiança pelas instituições democráticas tradicionais desafiando, até, alguns dos princípios e valores que constituem o próprio conceito de democracia representativa.

Importa notar que a recente crise financeira de 2008, as desastradas respostas políticas dadas à crise económica que se seguiu e as profundas consequências sociais daí originadas ajudaram muito certamente ao florescimento e reforço de muitos dos movimentos políticos populistas tanto na Europa como no EUA.

Se há dois traços comuns que unem os vários movimentos populistas deste século – muito inspirados, claro está, nos terríveis exemplos históricos do século XX – estes assentam frequentemente em duas premissas: a procura e identificação constante de novos inimigos (chama-se a atenção para esta pequena subtileza: inimigos e não adversários); e o questionamento contínuo das instituições democráticas e da legitimidade da democracia representativa. Se a identificação de inimigos permite encontrar os supostos responsáveis pelo “estado das coisas”, funcionando com um conjunto alargado de bodes expiatórios para todos os problemas – geralmente minorias e até meios de comunicação; o questionamento das supostas “elites políticas” e do funcionamento das instituições democráticas permite fechar o círculo retórico dos populistas cuja intenção é a de criar um confronto constante entre “Nós” e “Eles”, isto é, entre o “Povo e o seu Líder” e os restantes vistos como “traidores”.

Em paralelo, a batalha pela comunicação on e offline através da difusão das chamadas “fake news”, da criação de portais noticiosos online ancorados nas mais impressionantes teorias de conspiração, à partilha viral nas redes sociais de conteúdos manipulados e por vezes violentos têm sido veículos essenciais para promoção de um ambiente tóxico. A opinião pública é deste modo colocada perante um conjunto alargado de estímulos em que a verdade e a mentira se confundem propositadamente, aprofundando o clima de desconfiança, trazendo enormes dificuldades ao esforço de comunicação de Governos e minando no médio prazo as bases do contrato social que permitiu construir o nosso modelo de Estado de bem-estar e as instituições democráticas recentes.

Perante isto, tanto as  nossas instituições democráticas, como representantes políticos e a sociedade civil, em geral, têm a responsabilidade de trabalhar em conjunto, lançando as reformas necessárias para modernizar e qualificar as nossas democracias, evidenciando esforças para lutar contra as desigualdades e melhorando a comunicação e transparência da ação pública: este será um esforço determinante para restabelecer a confiança tão necessária para a garantir o desenvolvimento inclusivo e harmonioso das nossas sociedades.

No seu recente livro de memórias, o Presidente Barack Obama afirmava que o que o motivou inicialmente no seu governo foi “acreditar que a ideia radical da política pudesse ter menos a ver com poder e posição e mais com comunidade e ligação”. Ora aqui está uma bela fonte de inspiração para o árduo trabalho que nos aguarda nos próximos tempos.

Luso.eu - Jornal das comunidades
André Costa
Author: André Costa
Para ver mais textos, por favor clique no nome do autor
Lista dos seus últimos textos

Adicionar o seu comentário aqui!

luso.eu Jornal Comunidades

TEMOS NO SITE

Temos 179 visitantes e 0 membros em linha

Não perca as promoções e novidades que reservamos para nossos fiéis assinantes.
O seu endereço de email é apenas utilizado para lhe enviar a nossa newsletter e informações sobre as nossas actividades. Você pode usar o link de cancelamento integrado em cada um de nossos e-mails a qualquer momento.

A SUA PUBLICIDADE AQUI?

EVENTOS ESTE MÊS

Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

News Fotografia