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Entrega-te à vida na companhia da família e amigos sem que a solidão possa tomar conta de ti.

3 minutos de leitura

Por vezes tenho a sensação que o mundo lá fora gira sozinho sem depender do meu contributo. Se isso é verdade, porque viverei menos tempo que um grão de areia, a sensação de não contribuir em nada para o mundo pode ser desanimadora.

Este é o primeiro passo para entrar no caminho para a solidão doentia, aquela que nos separa das outras pessoas, da família, dos amigos, dos vizinhos e dos colegas de trabalho ou da escola.

Passar fins-de-semana ou feriados sem o contacto com outras pessoas pode indiciar o princípio da solidão que pode ser confirmada pela própria família ou pelos amigos. Quando eles percebem que me estou a isolar demasiado, através das minhas atitudes, então esse é o primeiro sinal de alerta.

Se estou envolvido na escrita ou na leitura ou me fecho no quarto para ouvir música, é porque preciso de tempo para estar só, o que também pode ser saudável.

Quando eu não tenho iniciativa para me encontrar com os meus amigos, deixo simplesmente correr, mas quando sou convidado para tomar um copo ou para jantar fora, valorizo imenso e dou comigo a pensar que preciso de estar mais vezes com aquelas pessoas positivas.

De facto, não me preocupo se ninguém me telefona ou envia uma simples mensagem de texto pois sei perfeitamente que cada um tem a sua vida, as suas tarefas e ocupações.

Mas as relações interpessoais estão entre as fontes mais poderosas de bem-estar e saúde. Sem elas, as pessoas sentem solidão e podem cair rapidamente na doença.

Todos os exemplos de locais no planeta onde existe vida longa e saudável, passam pelo convívio e entreajuda entre os membros dessas comunidades. Existe constante alegria de vida e permanente vida activa, mesmo depois da reforma.

Gosto de pensar em mim como uma pessoa solitária, porque tudo começa a partir de mim, mas logo em seguida vem a necessidade de me relacionar com as outras pessoas.

Sentir solidão pontualmente, é a oportunidade de me escutar e de me reorganizar mentalmente.

A forma como eu sinto a minha própria solidão não tem necessariamente que coincidir com aquilo que os outros vêem de mim enquanto ser solitário.

Não sinto a necessidade de estar em permanente contacto com os outros para fugir à solidão. Esse contacto pode ser presencial ou através das redes sociais que tantas vezes me prendem ao ecrã do telemóvel.

Quanto sinto uma sensação geral de vazio interno, identifico como uma excelente oportunidade de me voltar a preencher exatamente com aquilo e com aqueles que eu quero.

Não sei se há muitas pessoas com quem eu posso contar quando tenho problemas, talvez esse número seja mesmo reduzido, porque entendo que cada um tem a sua vida e sinto que não tenho o direito de estar a dispor dos outros apenas porque eu preciso.

Talvez os outros não se apercebam que tenho os meus próprios momentos de solidão, porque sou comunicativo e procuro estar disponível para as pessoas. Mesmo aqueles que me conhecem bem sabem que podem contar comigo, embora sinta cada vez menos necessidade de ser ouvido.

Reúno regularmente com os meus amigos sem que isso se transforme numa obrigação, o que pode ser penoso para todos e não se tire daí o proveito esperado.

Não são os meus amigos que irão resolver os meus próprios problemas, mas se algum deles se disponibiliza para me ouvir, já me está a ajudar.

Cair na solidão (https://www.luso.eu/comunidades/solidao-e-doenca-sao-os-principais-problemas-dos-emigrantes-portugueses-mais-velhos.html) sem retorno, pode tornar-se doentio, provocando uma sensação de inutilidade.

É preciso vencer essa solidão para ajudar a reencontrar o caminho de um envolvimento mais empenhado e gratificante com a vida.

Já senti solidão no próprio local de trabalho, apesar de estar rodeado por outros colegas.

Não deixes que a vida passe por ti, aproxima-te da família, faz novos amigos e adopta um animal de estimação.
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Joao Pires
Author: Joao PiresEmail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
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