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Quase 50 anos após a Revolução dos Cravos, ainda paira sobre Portugal a sombra da nostalgia dos saudosistas do passado. 

A comemoração dos cinquenta anos do 25 de Abril de 1974, que acontece no próximo mês de Abril, data que marcou o fim da Ditadura do Estado Novo, torna-se ainda mais importante num momento em que a extrema-direita tenta reescrever a história e denegrir o regime democrático. 

Testemunha viva da época, trago comigo a memória viva das atrocidades cometidas pelo regime e pela PIDE. Experimentei na pele a repressão, a censura e a falta de liberdade que caracterizaram aquele período negro da nossa história. Participei na guerra colonial em África, onde cerca de dez mil jovens perderam as suas vidas em nome de uma causa estúpida e insensata.

Conheci por dentro, o horror das prisões e a crueldade do sistema. É obrigatório que as novas gerações compreendam a diferença entre a escravidão da Ditadura e a liberdade conquistada após o 25 de Abril. 

É preciso que saibam que no Estado Novo não havia liberdade de expressão, de reunião ou de associação. As mulheres não tinham direito ao voto. A rádios, jornais e televisão eram censurados, os livros e filmes controlados, e a PIDE vigiava cada passo amedrontando a população. Mas a resistência existia. Homens e mulheres corajosos enfrentavam a repressão na clandestinidade, lutando por um futuro livre e democrático. Muitos foram obrigados a exilar-se, mas continuaram a sua luta contra a Ditadura. 

A Mocidade Portuguesa, que envolvia crianças a partir dos sete anos de idade, era um instrumento do regime para controlar o futuro. Através da disciplina rígida, da propaganda e do culto ao líder, o Estado Novo pretendia moldar a juventude de acordo com seus valores e garantir a perpetuação do sistema. O 25 de Abril de 1974 representou um raio de esperança. 

Os capitães de Abril, cansados da guerra e da opressão, derrubaram o regime e abriram as portas para a democracia. A transição foi difícil, marcada pela instabilidade do 11 de Março de 1975 e o 28 de Novembro do mesmo ano. Hoje, a extrema-direita tenta apagar as marcas do passado, romantizando a Ditadura e denegrindo a democracia. Afirmam que "naquele tempo era bom", ignorando a miséria, a falta de liberdade e a repressão que assolavam o país. 

É importante lembrar que os cofres do Estado Novo abarrotavam enquanto o povo vivia na pobreza e na ignorância. Portugal é hoje um país livre e democrático, mas essa liberdade não é um dado adquirido. Foi conquistada com sangue, suor e lágrimas. É preciso que todos tenhamos consciência disso e que defendamos os valores democráticos contra os perigos dos “cantos da sereia” e dos encantadores da extrema-direita. 

Negar os horrores da Ditadura é uma afronta à memória daqueles que sofreram, lutaram e morreram pela liberdade. Questionar se o 25 de Abril valeu a pena é uma ofensa à inteligência e à decência.

A Ditadura do Estado Novo foi uma das mais tenebrosas da Europa, responsável por crimes horrorosos e privações inaceitáveis. Celebrar a liberdade conquistada em 25 de Abril é um dever de todos os democratas. É preciso defender a democracia e educar as novas gerações sobre os perigos do autoritarismo. 

É hora de dizer basta à nostalgia e aos saudosistas da Ditadura e defender a liberdade com todas as nossas forças. A história não pode ser esquecida, para que as sombras do passado não voltem a assombrar o futuro de Portugal.

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Manuel Araújo
Author: Manuel AraújoEmail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
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