domingo, 26 junho 2022

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O impensável aconteceu! Depois de tudo o que o nosso passado nos ensinou, dos erros que cometemos e das atrocidades aplicadas em vidas, nós, seres “pseudo” humanos, continuamos a utilizar a guerra para justificar o inqualificável. Se deus realmente existir, a esta hora já deve estar arrependido de nos ter dotado com inteligência para não a utilizar da melhor forma.

“A brincar, a brincar”, se não tivermos cuidado, não só nos matamos uns aos outros como ainda rebentamos o resto do planeta de forma a que nenhum outro ser vivo o possa utilizar para viver. O que Putin está a fazer, é, no meu entendimento, uma afronta à Liberdade. Este comportamento poderá abrir caminho a posições extremistas, as mesmas que o próprio aponta como defeito do povo que está a invadir. Quero dizer, isto se a coisa não escalar para uma guerra nuclear. Aí a “desnazificação” deixa de ser necessária pois poucos/nenhuns humanos restarão.

Todos sabemos a forte influência comunista naquela soviética mente insana, mas isto já ultrapassa qualquer posição política de esquerda ou direita – seja lá isso o que for nos dias que correm. Putin é um ditador! É um facto, que podemos confirmar com uma simples análise às suas posições e decisões internacionais e nacionais, ou até mesmo quanto a pessoas com opiniões diferentes da dele como Navalny, a quem envenenou e prendeu, à proibição de palavras como “invasão” e “guerra” nos meios de comunicação social controlados pelo Kremlin, e ainda a detenção de mais de 6 mil protestantes anti-guerra. Esta censura já não se usa num mundo moderno.

Não obstante tamanho nojo por um ser respirante destes, bem como dos parasitas que circulam e alimentam os seus devaneios a troco de dinheiro e poder, defendo que não devemos embarcar em análises pejadas de paixão e pouca racionalidade. Importa confirmar os supostos motivos por parte da entidade agressora, sim, para eventualmente encontrar alguma justificação para os seus métodos. No entanto, afirmo veementemente, que também não podemos cair no relativismo pestilento de aceitar tudo só porque devemos compreender todos os pontos de vista. O mal é mau mesmo que todos o façam, e o bem é bom mesmo que ninguém o faça! Por mais que a NATO tenha culpas no cartório, não se justificam erros do presente com erros do passado. No meio deste processo alguém tem que mudar o modus operandi, caso contrário andamos de guerra em guerra. Na idade média isso era “normal” porque os conhecimentos eram muito parcos e a religião era entendida como “A” verdade. Mas caramba! Em pleno século XXI? Haja um pingo de integridade e racionalidade.

Violar a soberania de um estado é uma atitude perversa para a qual devemos criar um antídoto. Pior ainda é abrir a possibilidade de uma trégua com uma reunião, onde ainda se exige que o país invadido “ofereça” algo ao invasor. Sou só eu que acho isto estúpido? Imaginemos um ladrão dentro da casa que acabou de assaltar: senta-se no sofá depois de meter uns quantos objetos ao bolso; o dono da casa chega e pede que se vá embora podendo levar com ele esses mesmos objetos roubados; ao que o ladrão responde que exige que o dono da casa lhe ofereça mais algumas coisas que ele não encontrou e que não chame a polícia... e com um pouco de sorte ainda peça desculpas ao próprio ladrão por não ter a casa arrumada e tudo o que ele queria levar à porta pois ele ainda teve que ir procurar. Pense lá o leitor, se o que se está a passar na Ucrânia é assim tão diferente desta absurda história.

Outro argumento de Putin que não compreendo é a ameaça que a Ucrânia (entenda-se, NATO em caso de admissão) representa para a Rússia. Então, ele está a invadir um país, tentando derrubar o seu governo, para eleger algum vassalo pró-rússia como presidente da “nova” Ucrânia, logo, há uma continuidade territorial da Rússia para ocidente, precisamente, para fazer fronteira com países que já fazem parte da NATO e que podem igualmente representar essa suposta ameaça. Quer me parecer que ter mísseis apontados à Rússia (como ele afirma) na Ucrânia, ou na Polónia/Hungria/Eslováquia/Roménia, é igualmente uma ameaça se ele quiser entender dessa forma. E se ele decide invadir também esses países, devemos tentar procurar os motivos que justificam tamanha selvática atitude? Vamos aceitar isto só porque não podemos discriminar ideias e pessoas? Este ser respirante merece ser condenado perante as leis internacionais, não à morte, mas uma pena perpétua em que lhe sejam retiradas todas as coisas que mais valoriza: poder, dinheiro, etc.

Assumo que há muita informação que não sabemos, acessível apenas a um grupo restrito de pessoas poderosas. Por isso as nossas posições podem estar assentes em alicerces muito frágeis, nomeadamente as que acabei de defender. Enquanto isto, tenho pena de que para garantirmos a nossa liberdade muitos sofrerão, e infelizmente imensos morrerão a tentar lutar por essa tão valiosa possibilidade. Veremos o que esta situação nos traz... esperando poder escrever o próximo texto sem uma máscara radioativa, ou, pelo menos, poder estar vivo para pensar ainda que venha a perder o direito de me expressar.

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Afonso Franco
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