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No último artigo que publiquei, expus aquilo que penso e que vivi directamente durante 10 anos, em Bruxelas, sobre a perca de influência de Portugal nas Instituições Europeias, no que se refere à perda de funcionários Portugueses nessas mesmas instituições. 

Gostava agora de aludir outros problemas que ocorrem em Bruxelas. Um deles é a perda de influência política de Portugal por falta de articulação política entre, por exemplo, o Parlamento Europeu e o Governo de Portugal (e aqui refiro-me a todos os governos e não apenas a este). Durante os anos que lá estive fui muito crítico desta falta de articulação, por vezes mal interpretado, criticado pelas posições que assumia, mas tendo sempre o meu foco no interesse de Portugal. Quantas e quantas vezes se pedia à Representação Permanente de Portugal Junto da União Europeia (REPER), interlocutor entre as Instituições Europeias e o Governo Português, que nos enviasse as posições do Governo de Portugal sobre diferentes matérias que estavam a ser negociadas e a resposta que nos davam era: “não temos, o Governo não nos mandou nada sobre esse assunto”. Por vezes não sabia se era o Governo que não enviava se eram os técnicos que não queriam saber do assunto. Por outro lado, nunca percebi porque não havia reuniões permanentes entre REPER e Assistentes Parlamentares. Reuniões de trabalho temáticas sobre os temas importantes que estavam a ser negociados. Muito tempo se passava sem que existisse qualquer contacto entre REPER e Assistentes Parlamentares.

Dava sempre o exemplo de uma REPER, de um outro país, que antes das sessões de Estrasburgo reunia, com todos os Assistentes Parlamentares desse país, para articular as posições e os interesses desse país nas sessões de Estrasburgo. Quando questionava os colegas da REPER portuguesa sobre esta prática, a resposta que obtinha era sempre a mesma: Eu sou sozinho nestas funções. Essa REPER tem quatro pessoas para isso. Fico feliz por ver que a nossa REPER já tem três pessoas para essas funções. Esperemos que haja mais e melhor articulação com o Parlamento Europeu e que se defendam melhor os interesses de Portugal. Talvez tenham valido a pena as críticas construtivas que fiz na altura.

Outra situação que também me incomodou, muito, nos tempos que passei em Bruxelas foi o abandono a que era deixada a comunidade portuguesa. Salvo raras excepções, pouco interesse tinham os nossos políticos por esses cidadãos que tanto fazem pelo nome de Portugal. Quem lidava com a comunidade portuguesa, como tive o privilégio de lidar, na qual tive a honra de fazer voluntariado, ouvia queixas sucessivas da sua parte.

 E por outro lado via outros políticos, de outros países, junto da sua comunidade, trajados com trajes desses países a festejarem, com os seus, pelas ruas de Bruxelas, a participarem, orgulhosamente, nos eventos por eles organizados. Que diferença abismal…  Mas afinal os políticos não têm de estar ao serviço do povo?

Cheguei mesmo a ouvir certos políticos dizerem que não iam a determinados eventos realizados pela comunidade portuguesa, “porque isso não tinha dignidade”. Pelos vistos para muitos dos nossos políticos a dignidade do povo termina quando descarrega o seu voto e o elege para o cargo pretendido.

Da minha parte só tenho bem a dizer da comunidade portuguesa de Bruxelas que tão bem me recebeu e tratou. E para ser sincero, se há coisa da qual tenho saudades de Bruxelas, é dessa comunidade, dessa gente que tanto faz por Portugal.

 

Fernando Vaz das Neves

(Artigo escrito de acordo com a antiga ortografia)

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Fernando Vaz Das Neves
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