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segunda-feira, 25 outubro 2021

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Um Natal em casa, sem ninguém...



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O ano de 2020 tem sido diferente daquilo que estávamos habituados. Restrições, falta de contacto físico, uso obrigatório de máscaras, horários especiais de lojas e restaurantes, entertenimento reduzido, bares e establecimentos fechados, sem miragem de voltar a abrir, hospitais com falta de meios e pessoal, pessoas cansadas e deprimidas... Um pouco por todo o mundo, com medidas mais ou menos apertadas, todos sentimos o efeito do coronavirs, mesmo sem ter estado infetado. Desta forma, também o Natal será este ano diferente. O que isso afeta na vida e bem estar das pessoas?

O Luso.eu falou com alguns emigrantes para tentar perceber de que maneira estes tempos afetam a sua vida. Para uns a vontade de ir fala mais alto, como Maria do Carmo Perdigão. Quer estar com a sua mãe de 84 anos, que está sozinha em Portugal. "sei que a maioria não vai, porque tem cá família e por isso critica, mas seja o que Deus quizer! Só espero que todos tenhamos um bom natal e que tudo isto passe rápido para voltarmos a ter a liberdade que nos foi roubada por este maldito vírus".

Também Sara Costa que vive no Abu Dhabi, decidiu ir no dia 23 para estar com a família em Portugal. "Só tenho férias no natal ano sim, ano não, o que pesou na minha decisão, em Portugal vamos ser só quatro, mas mal posso esperar por voltar a casa".

Também Joana Jardim vai viajar do Cairo para Portugal, por não conseguir ver a família há muito tempo. Ana Morão já aterrou em Portugal de Luanda e diz ter sido uma decisão dificil, mas que teve de ser tomada. "Aqui há muito mais restrições que em Luanda, mas tem de ser dado os prós e contras", pelo que o natal será celebrado com o núcleo familiar restrito. 

Já Rosana Freitas, apesar de sentir vontade de ir a Portugal, refere que o importante é a família estar bem. Para ela é certo que o Natal será diferente, pois não poderão estar todos juntos, visto o número de pessoas ter de ser reduzido. Espera poder ir a Portugal, pois já há muito tempo que não vê a família, "mas se tiver de ficar, cá ficarei. Temos de saber viver com este vírus, a nossa vida não pode parar, senão damos em malucos, mas o que me importa é saber que os meus estão bem, assim fico bem também", referiu a mesma. 

O peso da quarentena no regresso ao país de acolhimento, leva a que muitos emigrantes, como Angela Lázaro-Gomes, em Hong Kong decida não ir a Portugal. No entanto refere que mesmo que tivesse família perto não iria arriscar por não "achar seguro reuniões familiares". Também Ana Moedas na Coreia do Sul tem o peso de 14 dias de quarentena no regresso a este país. "o Período de férias escolares é demasiado pequeno para conseguir viajar e fazer a quarentena".

Para outros como Fernanda Anta, Celia Rodrigues, Diana Cardoso ou Daniela Sofia, ir a Portugal no Natal já não faz parte dos planos há muitos anos. Por trabalharem, ou porque a vida assim o dita. Desta forma a única alteração é não passarem estas festividades com amigos ou familiares, pelas restrições impostas na Suíça. 

Também na Nova Zelândia, Marta Lawrence continuará a seguir a sua tradição natalícia, praia e churrasco, mas para sentir um pouco os ventos de Portugal costuma "fazer bolo rei e biscoitos de natal". Já Catia Woolf no Reino Unido, pensa ser melhor celebrar à distância: "vamos comer bem na mesma e usar a net para video chamadas com a familia. Para o ano há-de ser melhor!".

Outra das consequências desta pandemia tem sido o aumento do desemprego. Maria Aurora Pereira, teve de alterar as suas férias de verão por conta de o marido ter perdido o seu emprego, à luz deste vírus. De modo que no Natal, continuará sem poder ir. "E lá vamos ter que passar aqui o natal; eu que não gosto nada... A todos um bom natal, que fiquem bem e cuidem-se, que eu também!"
 
"O Natal não vai ser diferente do resto do ano, vai ser estranho... Por muito que estejamos bem, não vamos fazer o habitual e já nos torna mais sem nada. Apesar de passar com a família na Suíça, que tornará as coisas melhores, irei sentir falta da energia da terrinha e da pilha recarregada, mas penso que é melhor ficar cá no que toca ao covid", confessa Teresa Soares. 

É notória a preocupação dos portugueses emigrantes. Porque apesar das saudades, a grande maioria não quer colocar em risco a sua família, de quem a falta dos abraços ao longo do ano, já seria algo normal. "A mim vontade de ir não me falta, mas tenho medo de pôr a minha família em risco. Há dois anos que não vejo a minha família, já tentei este ano ir duas vezes, mas tive de desistir... saudades são muitas, mas temos de nos proteger a todos...", refere Patricia Ferreira, que vive actualmente na Suíça. 

Salomé Gonçalves, na Alemanha apesar de já ter sido contaminada com o virus, refere que à luz da incerteza de ser mesmo imune, preferiu "não arriscar a viagem de avião, celebrando com a família chegada e respeitando as regras locais". 

"Eu estou na Austrália e apesar das saudades e da bebé querer conhecer os avós portugueses, não vamos sair daqui", refere Elisabete da Cunha. Seria necessária uma autorização especial para poder viajar, além de que o tráfego aéreo está reduzido e acrescido dos riscos, não faria sentido para esta portuguesa a residir em Perth, onde "felizmente não temos Covid na comunidade". 

O condicionante de doentes de risco, é algo tambem tido em conta nestas decisões. Vera Gomes em Bruxelas, não encontra motivo para arriscar mais. "sinceramente não acho que esta época seja depressiva; é o que quisermos que seja. É tramado, pela primeira vez não passar com a minha mãe e avós, mas há zoom, Skype, telefone e haverá certamente oportunidade de nos vermos algures no próximo ano". 

"Em Singapura só podemos receber 5 convidados, o que tronará o natal num desafio e reinvenção, ao mesmo tempo em que desejamos que este ano dificil termine", desabafa Rebecca Barreto. 

Para quem fica, para quem decidiu ir, para quem nunca vai e voltará a não ir, para quem já lá está... todos concordam que há falta do normal. Desânimo, cansaço. Perca de liberdade. E falta de energia para sequer tirar as decorações de Natal do armário. Todos sentem os efeitos que esta pandemia tem criado nas nossas vidas, nas nossas decisões e no nosso mundo. 

*Um agradecimento especial às meninas do grupo Guerreiras na Suíça e também Portuguesas pelo Mundo que ao longo deste ano têm sido incondicionais em me prestar declarações para os meus artigos!


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