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Sem as mercearias portuguesas no estrangeiro a vida dos emigrantes foi, era ou seria muito mais dura ou desagradável. O mais normal hoje em dia, para quem vive em Portugal, é fazer do supermercado o local privilegiado de abastecimento das compras para casa. Mas, já para quem mora no estrangeiro, não é nada óbvio que assim seja, antes pelo contrário, é nas mercearias portuguesas, quando as há, que se compram os nossos produtos para matar as saudades de casa.

Não nos passa pela cabeça comprar enchidos para por exemplo fazer um cozido à portuguesa que não sejam dos nossos, com os típicos sabores da pátria, independentemente da região. Farinheiras, alheiras, morcelas e chouriços, com o gosto que verdadeiramente gostamos e apreciamos nas diferentes variedades só os vamos encontrar nas prateleiras das luso lojas.

Sendo verdade que na Suíça, em França ou na Bélgica se produzem dos melhores queijos do mundo, um português corre em busca de um queijinho de Azeitão, da Serra da Estrela, de Castelo Branco, de Niza ou dos Açores sem nenhum tipo de hesitação, por muito bons que sejam, e são, o Camembert, Brie, Roquefort, Comté, Vacherin, Reblochon, Emmentaler ou o Gruyère. O mesmo se diga das águas minerais. Qual Evian, SPA ou Perrier se nenhuma compete com as do Luso, de Carvalhelhos, das Pedras ou de Monchique, cujo ph é de 11.5, sem concorrência à altura.  

Até o Knorr tem de ser adquirido nas mercearias, pois a especificidade do sabor adaptado ao nosso palato não é compaginável com os caldos produzidos para outros povos, e sendo a mesma marca o gosto é bastante diferente.

Numa casa portuguesa típica nunca pode faltar o indispensável bacalhau, que seco e salgado quase só se encontra à venda nas mercearias de produtos genuinamente nossos. O mesmo se diga das latas de atum na diversidade das suas marcas. Desde o Bom Petisco ao Tenório passando pelo Ramirez, é nas mercearias dos tugas que as podemos encontrar para nosso completo gaudio. 

Por mais pequena e humilde que seja a mercearia, não deixará de ter uma garrafeira ou uma amostra dela. A gente sabe bem da qualidade e diversidade dos vinhos franceses, italianos ou espanhóis, que até bebemos com prazer, mas quando somos convidados para jantar ou almoçar a casa de amigos é certo e sabido que levamos um vinho diferenciado da nossa terra pois, lá está, é o mais adequado aos nossos sensores do prazer gustativo, o qual só o encontramos nas mercearias cujos donos falam a mesma língua em que escrevo esta crónica. Às vezes até somos surpreendidos nas mercearias por vinhos que não vemos à venda no retângulo pátrio, uma vez que alguns se destinam apenas à exportação.

O mesmo se diga do azeite ou dos enlatados de leguminosas. Por muitas voltas que se dê em volta dos gregos, espanhóis e italianos, o traço distintivo do azeite português é de tal maneira saliente que os outros sabem quase a água, não temperam a gosto e nem sequer servem para os guisados. Com enlatados é quase a mesa coisa. A Compal bate aos pontos a concorrência na qualidade e no ponto salgado da cozedura. Não restando outra alternativa que não seja ir em busca e comprar português. 

A existência de mercearias nacionais no estrangeiro acontece, porém, com todas as nacionalidades que têm comunidades de emigrantes e todas refletem a essência especifica das respetivas culturas. Mas as nossas, por que são nossas. apresentam uma simpatia, uma organização e um ar limpinho que é só nosso.  

 

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Silvino Gomes da Silva
Author: Silvino Gomes da Silva Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
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