Faça login na sua conta

Usuário *
Senha *
Lembre de mim

Crie a sua conta aqui!

Os campos marcados com um asterisco (*) são obrigatórios.
Nome *
Usuário *
Senha *
Verifique a senha *
Email *
Verificar e-mail *
Captcha *
Reload Captcha
segunda-feira, 24 janeiro 2022

Por favor habilite seu javascript para enviar este formulário

Raoul Lévy e Truffaut



O luso.eu Jornal das comunidades é gratuito mas quero ajudar!

Para este jornal das comunidades sediado em Bruxelas, tenho procurado ir ao encontro de temas que tenham algo a ver com a Bélgica, mas não obrigatoriamente, visto que o grande tema são as comunidades. Contudo, uma vez desenhado este meu propósito, não tem sido muito difícil a procura, pois os temas têm vindo ao meu encontro. Recentemente, foi-me feita a narrativa de um jantar em que Raoul Lévy, produtor de cinema nascido em Antuérpia, a terra de Rubens e de Van Dyck, terá conversado com François Truffaut, e não sei a que propósito, no decurso da conversa, terá começado a contar-lhe o enredo do livro Fahrenheit, que Truffaut não conhecia nem sabia ser o seu autor Ray Bradbury. Sabe-se, contudo, por ser contado na sua biografia, uma competentíssima biografia, de resto, que ouvindo a história, o realizador se comoveu, literalmente, até às lágrimas. Sabe, quem tem conhecimento da sua filmografia, que Truffaut acabou por realizar o filme, que mereceu aliás, de Bradbury, total adesão e aprovação.

Trago aqui este episódio pelas razões já acima expostas, mas sobretudo por ter visto recentemente o filme pela segunda vez. É um filme comovente e terrível. Esperemos que não profético, porque estou cada vez mais persuadida que os livros são o nosso último lugar de resistência.

Pergunto ao leitor que alguma vez se comoveu lendo ou ouvindo uma história, se não seríamos profundamente mais pobres e limitados sem estas outras vidas que os livros trazem à nossa vida.

Truffaut revelou-se aqui o que se conhece dele: um homem profundamente sensível e genuíno. Para além de outras características conhecidas, como a coragem, o génio, o rigor, o elevado sentido de liberdade.

Quanto ao narrador da história que o comoveu, Raoul Lévy, viveu apenas 44 anos, entre 1922 e 1966. Está quase a fazer anos sobre a sua morte, que se deu num 31 de Janeiro, por suicídio, coincidindo com um filme ruinoso e o fim de um relacionamento.

Era produtor de cinema, nomeadamente do filme E Deus criou a mulher, assim dando relevo a Brigitte Bardot. Mas também realizou e foi guionista. Tem, no seu currículo, uma importante filmografia.

Mas para mim ficará para sempre referenciado como um magnífico contador de histórias que pôs um gigante do cinema a chorar, acabando, com estas lágrimas, por fazer um dos mais importantes filmes da história do cinema, tributo aos livros e alerta para a humanidade.




Luso.eu - Jornal das comunidades
Risoleta C. Pinto Pedro
Para ver mais textos, por favor clique no nome do autor
Lista dos seus últimos textos

Adicionar o seu comentário aqui!

luso.eu Jornal Comunidades

TEMOS NO SITE

Temos 200 visitantes e 0 membros em linha

Não perca as promoções e novidades que reservamos para nossos fiéis assinantes.
O seu endereço de email é apenas utilizado para lhe enviar a nossa newsletter e informações sobre as nossas actividades. Você pode usar o link de cancelamento integrado em cada um de nossos e-mails a qualquer momento.

A SUA PUBLICIDADE AQUI?

EVENTOS ESTE MÊS

News Fotografia

CR - Captured Moments