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O AVÔ DE BEETHOVEN





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Tive uma bela surpresa, quando fui no encalço do avô de Beethoven, Lodewijk van Beethoven como ele chamado, e como ele músico. Foi director musical da corte de Colónia e era um músico muito respeitado. Procurando saber mais sobre este tão distante avô, distante de nós, que não do neto, deparei-me com uma conferência proferida em 1027 por Aarão de Lacerda, sobre o… neto do avô Beethoven. O meu interesse por agora não é tanto pelo primeiro romântico, como o designa Aarão de Lacerda, é mais o avô. Aarão de Lacerda, para falar do neto, não deixou de falar sobre o avô e de que modo o fez!

Não me surpreende. Este homem de uma geração de ouro, professor da antiga Faculdade de Letras do Porto, juntamente com Leonardo Coimbra e Teixeira Rego, os três brilhantes mestres do brilhante discípulo Álvaro Ribeiro, não iria executar a tarefa abaixo de excelente. Assim, é no âmbito da comemoração do centenário da morte do nosso conhecido Beethoven organizada pelos estudantes da antiga Faculdade, em 1927, que esta conferência é proferida e depois, em 1929, com grande desenvolvimento, publicada.

O meu interesse em trazer o avô de Beethoven para este texto, vem do facto de ele ter nascido flamengo. Era ainda jovem cantor quando foi da Flandres para a Alemanha. Nascido em Antuérpia em 1712, não se sabe muito sobre a família, e o que se pretende saber não parece fiável, daí abster-me de desenvolver a teoria em que seria filho de um alfaiate. Sabe-se sim, que deixou cedo a casa de família e foi precocemente contratado como cantor da igreja de S. Pedro de Lovaina, onde muito rapidamente ascendeu a mestre do canto. Contudo, em 1933 já é músico da corte de Bona, onde muito cedo se evidencia e ascende. Foi cantor solista e chegou a reger a orquestra. Paralelamente, foi negociante de vinhos, mas o negócio não correu bem. Quando o “nosso” Beethoven nasceu, a família não estava ainda há quatro décadas na Alemanha. Tinham em comum os três, avô, filho (ou pai, consoante a perspectiva) e neto, a música. O mais novo foi, como se compreende, muito estimulado nesse sentido. Nem sempre da melhor maneira, segundo Aarão de Carvalho. Neste caso, não por responsabilidade do avô, mas do pai, que como sua mãe, a avó de Beethoven, sofria de um problema de alcoolismo. Não foi fácil a vida do pequeno Beethoven com o pai, pois ou tinha de o ir buscar à taberna em estado de embriaguez, ou era por ele obrigado a um plano de estudos violentíssimo para que o seu percurso se parecesse com o de Mozart, chegando a diminuir-lhe dois anos na idade, para maior identificação.

Daí o título deste artigo, pois era o avô que o acarinhava e lhe servia de refúgio.  

Aos anos duros sucedem-se outros mais agradáveis sob a tutoria de dois mestres, e aquando das festas de aniversário da mãe, um dossel era montado sob o qual, com flores e louros, era colocado o retrato do avô. Outros anos menos fáceis se seguiram, mas essa é já uma outra história. Fiquemo-nos pela sombra boa do avô. E com a música. Não se conhece muito, mas sabe-se que este benévolo futuro avô participou, como solista, na ópera La Mort d’Abel,  sobre a história bíblica de Caim e Abel, do compositor francês Rodolphe Kreutzer com libreto de François-Benoît Hoffman, tendo interpretado o papel de Adão. Depois de 1733, não muito longe desse ano. Aqui fica o recitativo e a área de Adão que interpretou, para quem sinta curiosidade:

https://www.youtube.com/watch?v=zz3EWKve1GQ

Como compositor, conhece-se dele a seguinte peça para órgão, cuja audição recomendo:

https://www.youtube.com/watch?v=D2dZuUuHu0g

E assim concluo por hoje, pois melhor fecho não poderia imaginar

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Author: Risoleta C. Pinto PedroEmail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
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