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Quando vou à casa onde nasceu a minha bisavó paterna, e que agora é minha, após duas ou três voltas às leiras em socalcos, cumprimentando as árvores de frutos e os mimos e a ramada de vinho americano branco e tinto, e o tanque de rega que nos serve de piscina, estar em silêncio, olhar-me, a mim, ao mundo e à vida, pensar-me, ler-me, e acabar a escrever-me com um sorriso, são os desejos supremos que me norteiam.

Normalmente, nestes tempos estivais, acabo sentado nas centenárias escadas do alpendre ou num qualquer banco de pedra dos muitos espalhados pelo terreno, ensurdecedoramente silencioso, apreciando a brisa e ouvindo e absorvendo, numa humilde paz, a sinfonia dos outros silêncios que não são os meus, sossegando o meu desassossego. E nestas circunstâncias lá permaneço tempos infindos, contemplando as pedras, e a terra, e as sombras, e as sombras que as nuvens projectam na terra e nas pedras, e a água que escorre pela parede junto ao poço, comparando-as a livros que precisamos abrir, e ler, e estudar, para que possamos entender completamente o tempo. E não, não me esqueço, nunca, de contemplar as árvores, e as flores, e as abelhas, e os pássaros, e a chuva lenta ou apressada, e o vento que tudo mexe. Nem tão pouco o percurso do sol e a sua importância para que tudo, até mesmo o tempo e o conhecimento destes tempos que querem destruir o tempo, funcionem. 

José Fernando Magalhães

- Por decisão do autor, este artigo encontra-se escrito em Português, e não ao abrigo do «novo acordo ortográfico».

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