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segunda-feira, 24 janeiro 2022

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Crónicas “O Voo do Cagarro” Os negacionistas



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Ainda antes da pandemia de covid-19 já havia algumas pessoas anti-vacinas. Umas por razões religiosas, outras por não acreditarem na ciência e outras por considerarem que o risco não compensa. A este grupo de pessoas chama-se, habitualmente, “os negacionistas”.

Acontece que, com muitas vacinas, não se pretende apenas limitar a probabilidade de apanhar uma determinada doença, mas também evitar que ela se propague. A vacina para o tétano evita contrair uma doença, mas a vacina contra a varíola, enquanto existiu, pretendeu e conseguiu evitar a propagação da doença até à sua erradicação. A varíola, uma terrível doença, deixou de existir porque houve uma ação global de vacinação bem-sucedida. Tal como aconteceu com a varíola, também a peste bovina, neste caso uma doença animal, desapareceu vítima das vacinas.

Ou seja, ao tomar uma vacina, para além de me estar a proteger, eu estou a proteger a minha comunidade. É por estas razões que, por muito que custe a alguns religiosos, negacionistas ou egoístas, a verdade é que há um programa nacional de vacinação que inclui diversas vacinas obrigatórias.

As pessoas que tentam recusar as vacinas por causa do risco têm razão num ponto: ao tomar uma vacina, eu estou a arriscar de forma infinitesimal a minha saúde. Mas esquecem-se que, ao mesmo tempo, ao tomar uma vacina, eu estou a proteger toda a comunidade. Ao recusar algumas vacinas coloca-se em risco a saúde individual de forma igualmente infinitesimal (beneficiando da proteção que me é dada por haver uma maioria da população vacinada) e coloco todos os outros em risco.

Graças a existir uma enorme maioria de seres humanos sensatos, há doenças muitíssimo perigosas que praticamente desapareceram. Assim, não espanta que, entre as nossas obrigações sociais, as vacinas tenham uma relevância particular. Socialmente, há algumas coisas que são obrigatórias e estão prescritas na lei e de uma forma razoavelmente universal: dar acesso à educação aos jovens, pagar impostos e cumprir o respetivo programa nacional de vacinação.

O vírus presente na mais recente pandemia pode ser letal, propaga-se rapidamente e muta com facilidade. Ou seja, apenas se vacinarmos rapidamente uma elevada proporção da comunidade global poderemos deter o vírus.

Portugal é um bom aluno e estamos a usufruir disso, mas pouco poderemos resistir se o resto do mundo não fizer o seu trabalho. O vírus irá mutar e voltará a entrar no nosso país com outro código genético, capaz de escapar à eficiência das vacinas atuais. Isto significa que é crucial que o resto do mundo faça a sua parte, vacinando a esmagadora maioria da população.

Admito que estou muito cansado de usar máscara, limitar a minha mobilidade e manter o distanciamento social por causa da pandemia. Angustia-me ver os negócios, como restaurantes, cafés, hotéis e transportes a falir. Aflige-me ver os artistas a desesperarem e a nossa cultura a ficar mais pobre e fechada. Sofro com o cansaço do nosso pessoal de saúde. Ficava muito mais feliz se isto acabasse. Aposto que, como eu, quase todos nós pensamos o mesmo.

Levar uma pica não é assim tão complicado e protege-nos a todos. Há que explicar isso aos negacionistas por essa Europa fora.

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Frederico Cardigos
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