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Berlim no final da linha 





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Renato Silva, fotógrafo português, visitou Berlim pela primeira vez há mais de uma década. Apaixonou-se pela cidade e depois de doze anos já se sente em casa. Quando ali chegou, perdeu-se na imensa linha ferroviária berlinense e foi explorar a periferia, muito longe do frenesim daquela, que ainda hoje é, considerada a mais badalada cidade da Europa.

O Jornal Luso foi tentar descobrir afinal que tipo de portugueses que vivem em Berlim. Apesar de nalgumas ruas se ouvir português e nalguns cantos se vê o que os portugueses por ali fazem, a comunidade näo é muito grande. Contudo, eles estão lá e tentam a sua sorte em várias áreas.
Renato Silva intitulou o seu projecto de “The End of the Line”, leia-se, O fim da linha. Nos primeiros quatro anos, em cada uma das estacões do ano, este português saiu à rua, apanhou metros e comboios e chegou ao fim da linha de muitos dos trajetos que ligam a cidade. Chegou à periferia e viu uma cidade muito diferente daquela que se mostra ao mundo, daquele íman que atrai milhões de turistas anualmente. 

De máquina fotográfica na mão, o fotógrafo, quis retratar uma Berlim diferente daquela que toda a gente tem ideia ou conhece. “Preferi descobrir Berlim de fora para dentro, a partir da periferia”, sublinhou Renato. O seu intuito foi dar uma visão alternativa e diferente, dando a conhecer a cultura berlinense no seu todo, näo só a quem é de fora, mas também aos próprios berlinenses, que na sua maioria não conhecem a realidade fora da grande metrópole. Viagens que duram quarenta minutos, para ir tomar apenas um café e ver o que já näo parece ser a afamada capital alemã...

Os arredores mostram-se diversificados e de certa forma, são uma outra realidade. No final das linhas do complexo ferroviário berlinense, entre U e S-Bahn, Renato encontrou zonas rurais, uma calma inerente aos arredores, zonas pobres e zonas mais abastadas.  “Vi zonas pobres, envelhecidas, degradadas. Mas também áreas mais ricas, ajardinadas, com lagos. Há um pouco de tudo”, declara. Apesar da quietude, o fotógrafo deparou-se com pormenores que lhe despertaram a atenção:
-um patriotismo, que talvez não esperasse, e que se manifesta em várias formas, remetendo-o para um mundo paralelo.
 “Um pouco como nos Estados Unidos da América, nos arredores de Berlim há casas que têm um mastro instalado propositadamente para hastear a bandeira alemã, que fica todo o ano em exposição, ao vento.”, relata Renato. Considera ainda, que talvez o tom de pele e o facto de ser estrangeito, pode ter reflectido no seu trabalho. "Creio que se fosse alemão, loiro, talvez tivesse obtido reações diferentes quando pedia a alguém um retrato. Acho que as pessoas não confiavam em mim.”

O portugues descreve a periferia berlinense como calma, triste, bucólica, autêntica, original, e distante. Este adjetivo distante, o fotógrafo, usa-o em comparação, com o sul europeu, comentando que, o sentido de comunidade na Alemanha – mesmo na Berlim rural – é muito ténue. Apesar dos vizinhos se cumprimentarem e até se entreajudarem em situações pontuais, a característica essencial é a formalidade. “Há pouco contacto pessoal, a distância é maior. Não há calor. Nem no centro nem na periferia, ninguém se convida para um churrasco”, salienta Renato Silva.

Este projecto foi desenhado durante quatro anos, entre 2012 e 2016, mas só recentemente este português, natural de Aveiro, decidiu mostrá-lo ao mundo apontando em outras entrevistas que, este é o momento certo para o dar a conhecer a uma grande audiência. Embora já tenha realizado uma exposição individual do projecto, em Berlim, participado em algumas exposições colectivas e publicado, recentemente, algumas imagens na revista francesa FishEye Magazine.

 

Luso.eu - Jornal das comunidades
LIa Coelho
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