quinta-feira, 06 outubro 2022

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Adoro livros (Crónica)





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Como gosto de sair para comprar um livro.

Em cada livro que adquiro, procuro encontrar sempre algo fascinante. Descubro sempre alguma coisa e também aprendo. Mas também gosto de escrever.

Em 2021 fui convidada para escrever sobre o grande herói da humanidade da Segunda Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes, após participação com mérito no poemário “Caminhos de Aristides”.

Como este ano escrevi muito, pensei passar umas tardes no meu jardim para me dedicar à leitura e ao mesmo tempo dar atenção à minha cadela Roxy. Assim podia jogar à bola com ela. Muitas das vezes a minha mãe vinha até ao jardim para me fazer companhia.

Ela perguntou-me se eu estava a ler. Respondi que sim, pois não queria estar só a escrever. Gostava de alternar entre a escrita e a leitura ao ar livre no meio do perfume das flores, o que só me fazia bem.

Ler e escrever são almas gémeas, inseparáveis, portanto.

Disse-lhe que havia recebido dois livros, enviados de Portugal.

Um deles devia a minha mãe conhecer, porque foi apresentado na televisão, “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco. O romance proibido de Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, com Mariana da Cruz a formar um triângulo amoroso com um final trágico. A história é inspirada na vida do próprio autor, Camilo Castelo Branco, também ele protagonista de um amor impossível. Escreveu o romance em 15 dias, os mais atormentados da sua vida, confessou o autor.

Presentemente estou a ler o segundo livro com o título “Amar Em Bagos Douro”, do autor João Pires. Acho que vai gostar se eu lhe ler a história deste romance, disse para a minha mãe.

A primeira coisa que reparei foi na capa do livro, pois nunca vi desenho semelhante. O rio Douro com a sua antiga ponte na Cidade da Régua. Um barco rabelo, tal como no passado, que transportava os pipos com o vinho para a Cidade do Porto.

No fundo da capa do livro, tem os rostos de um casal a beijar-se, recortado nas imagens das uvas e folhas das videiras com as cores lindas de Outono, em tons de laranja e dourados. Logo imaginei que ia ler um belo romance.

Apenas abri o livro para ler a primeira página e logo fiquei a viajar na minha leitura, com a minha mãe a escutar.

Continuei a ler algo que me tocou, que encontrei no início de tão belo romance, pois fala da música do meu compositor preferido: Mozart.

Li coisas maravilhosas sobre o amor passadas em vários pontos de Portugal, com as datas e outros detalhes que tornam a história perfeita. A minha mãe regressou à sua casa, mas eu continuei ali sentada a ler o livro.

Quando tenho um livro novo não sou capaz nem de parar, nem de deixar para amanhã. Continuei a ler várias páginas até que, com um sorriso na cara, disse para a minha cadela Roxy:

Vamos para casa e logo à noite termino de ler este livro. Assim o fiz até que, por momentos, adormeci com os óculos na cara. De súbito acordei com o barulho estridente da música alta de um carro que passou na rua.

Continuei a ler e encontrei uma descrição maravilhosa sobre as vindimas, dias duros de trabalho mas que recordo com carinho da minha infância. Com o restaurante do Torrão ao pé da ponte da Régua que tem uma vista lindíssima para o rio Douro.

Fez-me lembrar quando eu ia de carro a Portugal, em férias, pois era naquele restaurante do Torrão da Régua que almoçava sempre antes de regressar à casa na Aldeia.

Encostada ao carro, como me lembro de olhar para aquelas maravilhosas quintas que vão dar até à margem do rio Douro e ver alguns barcos que passavam. Fechava os olhos e respirava. Pensava como é bom sentir os ares do meu país.

Neste romance, sinto-me como se eu estivesse naqueles locais quase mágicos de Portugal.

Fiquei maravilhada por trazer Portugal até à Suíça, país onde resido actualmente, através deste romance.

Tenho quase a certeza que este livro deve estar presente em vários países do mundo.

Já houve quem me tivesse pedido emprestado para ler, mas para mim os livros são tesouros, ao que respondi: desculpe, não empresto livros, porque já me aconteceu emprestar um livro e nunca me foi devolvido, ou porque não dão com ele ou porque os filhos o estragam ou porque o emprestaram a outras pessoas.

Já o li, mas voltarei a ler de novo, porque este romance conta coisas que me tocam, que poderiam ter acontecido comigo.

Espero poder continuar a conhecer novos livros que me proporcionem prazer na leitura e que me façam viajar e sonhar.

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Rosa Pereira
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