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Legislativas: Chega não ia cortar nas pensões, mas se o fizer corta primeiro nos políticos





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O líder do Chega, que ainda há dois dias defendia aumento de pensões como condição para viabilizar um Governo, afirmou na quinta-feira à noite que caso haja cortes nas reformas, os políticos serão os primeiros a serem cortados.

“Connosco podem ter uma certeza: Que não haverá cortes de salários, sem que o primeiro salário a ser cortado seja o nosso e o de todos os políticos. Não haverá cortes de pensões, sem que os políticos sejam os primeiros a dar o exemplo em Portugal. Não haverá cortes nos funcionários públicos, sem que os políticos sejam os primeiros a serem cortados. E não haverá cortes na classe média, sem que sejamos nós os primeiros a pagar por esses cortes e por esses impostos”, afirmou André Ventura, no discurso de encerramento de um jantar-comício em Chaves, distrito de Vila Real.

Já no jantar-comício de Aveiro, na terça-feira, o líder do Chega afirmava que o aumento das pensões era uma condição para viabilizar um Governo de direita, e em Viseu, na quarta-feira, teceu duras críticas ao Governo de Pedro Passos Coelho por ter cortado nas pensões e aumentado impostos.

Em Chaves, numa quinta de casamentos e batizados, na quinta-feira à noite, Ventura salientou que o Chega tem que “mostrar aos portugueses” que está disposto “ao sacrifício”, mesmo quando lhes toca.

“Agora é que temos que liderar pelo exemplo”, referiu.

Ventura apontou também para a falta de desinvestimento no interior, defendeu novamente a redução de cargos políticos na administração local e central, falou da necessidade de se descentralizar e prometeu um Ministério das Comunidades, para apoiar os emigrantes portugueses, num discurso em tom inflamado.

“Nós não nos podemos moderar”, asseverou André Ventura.

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