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QUATRO DÉCADAS A CANTAR AO DESAFIO





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Augusto Canário e Cândido Miranda celebram quarenta anos de cantigas!  

O tempo que não existe, aquele que medimos e contabilizamos, lá se encarregou de empurrar e atirou-nos para um lugar e uma celebração muito especial. Necessária e aplaudida, que se realizou num local emblemático, adornado e apropriado, para tão importante manifestação, de tributo e consagração. De festa e gratidão. De aplausos e admiração, de júbilo e de festa, pelos 40 anos de uma vida dedicada, toda ela consagrada, a promover as quadras, a poesia, com sabedoria e muita magia. A levar alegria, a difundir e divulgar a nossa mais genuína tradição popular, expressa na arte de improvisar, de expressar sentimentos e de fazer esquecer tantos tormentos da vida. Momentos marcantes, expressivos, necessários, delirantes. As suas cantigas abrem alas à boa disposição, à festa rija e à reinação. Foi assim, durante quatrocentos e oitenta meses! Continuará a ser, vezes sem conta. No país, mas também no estrangeiro, junto das nossas comunidades portuguesas, de toda aquela gente, que forma uma diáspora activa, que sabe convidar, que sabe organizar, para poder estar em boa companhia, nas noites fenomenais, de grandes arraiais. "O Canarinho dá saúde à gente e muito mais"!   

Os nossos protagonistas, grandes e bons artistas, jucundos vultos da recreação, também são verdadeiros embaixadores, daquilo que somos e temos; sentiram sempre a força e a razão da sua missão, do talento e da responsabilidade. De ensejo e de representatividade. Num revalorizar da nossa identidade e das nossas raízes socioculturais. De tal modo que, por onde passaram, sempre deixaram a vantagem da consolação, na difundida citação de "matar saudades"; de um conviver diferente, bálsamo para a vida de tanta gente, ávida de festa e folia. Que por um dia se enchem de uma alegria especial, fruto das cantigas, mas também de uma presença, de um sorriso, de uma palavra amiga, de uma história, de um recordar e trazer à memória outras vivências, tais são as experiências, em que nos enquadramos e revemos! 

Vulto da animação e da cultura popular, a dupla Canário/Miranda, não se limitou às actuações e aos milhares de espectáculos produzidos por esse mundo além. O seu trabalho, no tempo e na história, foi também de crescimento e formação. De incentivo e de promoção, através das diversas iniciativas, que se foram tomando a peito. De sucessivos êxitos, de profícuo aproveitamento cultural. De tantas, lembro o extraordinário trabalho em torno do projecto "de repente canta agente", verdadeira maratona atrás do talento, da novidade e de novos repentistas. Os espectáculos arrastaram multidões, apesar das restrições relacionadas com maldita pandemia! O fruto de todo esse trabalho, vai surgindo aqui, ali e além! A semente foi lançada e agora depende do terreno, das circunstâncias e outras vontades. Uma acção de louvar, com sinais que dão plena satisfação.    

Anunciado e bem organizado, o terreiro, na Quinta de Santoinho foi também, o palco de emoções fortes; cantaram-se hinos, louvaram-se as tradições! Vieram de onde puderam; convergiram para aquela manifestação espontânea, as mais diversas sensibilidades da desgarrada, na arte da cantiga solta, da desgarrada. Convocados para alegrar o povo e celebrar o melhor da vida! Estiveram todos muito bem, com destaque para dupla, Adília de Arouca e Manuel Sameiro.  

Tantas as vozes e talento ao serviço das populações. Que neste caso foram também de suporte a uma digna e dignificante homenagem. Cruzaram-se elogiosos temas ao número quarenta, tão cheio de simbolismo histórico e religioso! Versaram-se quadras que ficam registadas, carinhosamente marcadas, numa tarde que não vai esquecer. E nos leva a viver uma nova etapa, outra viagem, nas cantigas de um novo caminho chamado: meio século de cantares e desgarradas! 

Estamos orgulhosos por tão bela e conseguida efeméride, que queremos reportar para o futuro, para a vida. Pelo que foram tantos anos de entrega e dedicação, a uma causa que é de todos e para todos! Para nós e para os outros de quem dependemos! Naquela tarde, naquele lugar, com toda aquela gente, deu-se o feliz encontro com a tradição. Num hino de louvor à cultura, mas também à solidariedade, à harmonia e verdadeira amizade! Só me resta agradecer, pela riqueza da vossa cumplicidade, do vosso carisma, da vossa unidade. Exemplo maior que louva, que abraça e abençoa!


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António Fernandes
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