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segunda-feira, 17 janeiro 2022

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Ministro dos Negócios estrangeiros diz que cônsul-geral no Rio de Janeiro e família "estão bem"



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(Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros garantiu hoje à Lusa que o cônsul-geral português no Rio de Janeiro e família "estão bem", depois de terem sido vítimas de um "assalto à mão armada" na sua residência oficial.

"Confirmo que infelizmente houve hoje [sábado] um assalto à mão armada (...) à residência do nosso cônsul-geral no Rio de Janeiro, de que foi vítima o cônsul-geral e familiares, felizmente sem consequências pessoais", afirmou Augusto Santos Silva.

O assalto decorreu "durante a madrugada" e "não houve nem exercício de violência, nem feridos, mas foram furtados vários bens pessoais do senhor embaixador, que é o nosso cônsul-geral no Rio de Janeiro", acrescentou o ministro.

"Eu falei com o senhor cônsul-geral há coisa de meia hora e, portanto, posso confirmar que ele está bem e que houve infelizmente esse assalto e que o assalto foi à mão armada, por um grupo de homens, e o resultado disso há a lamentar o roubo de vários bens", adiantou.

"O cônsul-geral e a sua família estão bem, já recuperaram do mau bocado por que passaram" e agora a "polícia brasileira está já a tomar conta da ocorrência e a tentar descobrir os culpados", disse Augusto Santos Silva.

"Há a lamentar essa ocorrência, a polícia brasileira já procedeu aos primeiros inquéritos, o nosso cônsul está a colaborar com a polícia e esperemos agora que sejam realizadas as diligências e as investigações necessárias", concluiu o ministro.

Anteriormente, fonte diplomática tinha confirmado à Lusa que a residência oficial do cônsul de Portugal no Rio de Janeiro, sede do Consulado, tinha sido invadida na madrugada de sábado e o diplomata, Luís Gaspar da Silva, e os seus familiares tinham sido feitos reféns.

Posteriormente, os reféns foram libertados e não há registo de feridos, segundo o jornal O Globo, que noticiou ainda que a Polícia Civil esteve no local para a realização de perícia e está agora a investigar o caso.

Aos agentes da polícia, testemunhas disseram que os assaltantes não sabiam que ali funcionava o consulado, acreditando tratar-se apenas de uma mansão.

Segundo o depoimento de uma vizinha, citada pel'O Globo, todos os reféns foram mantidos numa das divisões da residência sob vigilância de dois dos assaltantes por cerca de 50 minutos, tendo conseguido levar do local objetos de valor.


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