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Maria Urbana (Luxemburgo)





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Maria Urbana, natural de Oliveira do Conde, 61 anos, divorciada, mãe de dois filhos adultos e independentes. Foi empresária durante 16 anos numa empresa de materiais de construção.

Encontra-se a residir há três anos no centro do Luxemburgo. A primeira grande dificuldade que encontrou ao chegar ao Luxemburgo, foi a língua que ainda hoje não domina. Consegue comunicar em português praticamente em todo o lado.

Actualmente vive num quarto muito próximo da Gare do Luxemburgo e faz serviços de limpeza domésticos. 

Quem é a Maria Urbana?

Vivia em Carregal do Sal e subitamente tive que sair de Portugal para vir trabalhar para o Luxemburgo. Foi através de uma amiga que me ajudou a vir para cá. Assim fiquei e logo comecei a trabalhar.

Há quanto tempo estás no Luxemburgo?

3 anos. Vim para cá com 58 anos

Tiveste dificuldades de adaptação ao teu novo país?

Sem explicação, fui despedida ao fim de três dias, pela pessoa que me trouxe para o Luxemburgo. Deixei de ter alimentação regular, pelo que passei a ir buscar comida à janela dos sem-abrigo durante vinte dias.

O que aconteceu a seguir?

Residia em França, junto à fronteira com o Luxemburgo e passei a receber o subsídio de desemprego (pôle emploi).

Mais tarde arranjei trabalho, através de uma senhora que me contratou, como femme de menage.

Falas francês?

Ainda não me adaptei à língua francesa, porque consigo fazer a minha vida comunicando em português. Não falo francês, muito menos luxemburguês.

O que fazes no Luxemburgo para além do teu trabalho?

Dedico-me a causas humanitárias através da igreja. O ano passado fizemos cestas básicas para Cabo Verde. Este ano foi para a Guiné-Bissau, missão que termina este mês e estamos já a preparar o apoio aos desalojados da Ucrânia.

Também participo na missão dos Anjos da Noite para levar comida aos sem-abrigo na Gare do Luxemburgo.

Quando foi a última vez que tu cantaste sozinha? E para outra pessoa?

Actualmente eu não canto. Cantei para os meus filhos quando eram pequeninos.

Se tu pudesses mudar algo sobre a forma de como foste criada, o que seria?

Não mudava nada. Tive uma infância linda.

Há algo que tu sonhas em fazer há muito tempo? Por que é que ainda não o fizeste?

Voltar a ter uma casa própria. Ainda não o fiz por falta de dinheiro.

Qual é a tua lembrança mais preciosa?

O nascimento dos meus filhos.

Qual é a tua lembrança mais terrível?

Violência doméstica, com maus tratos físicos e psicológicos. Ainda faço medicação para me libertar desses traumas.

Qual é a proximidade com a tua família?

Sou próxima dos meus filhos. Falo com eles todos os dias. Vieram visitar-me em Novembro passado.

Se uma bola de cristal pudesse revelar a verdade sobre ti, sobre a tua vida, o teu futuro ou qualquer outra coisa, o que é que gostarias de saber?

O meu futuro.

Quando foi a última vez que tu choraste à frente de outra pessoa? E sozinha?

Choro todos os dias. Chorei ontem na igreja, à frente toda a gente. Choro todos os dias sozinha. Muitas vezes sem razão.

Qual é o teu sonho?

Um dia gostaria de regressar à minha terra, sou portuguesa e quero regressar a Portugal.

O que seria um dia “perfeito” para ti?

No Inverno: seria estar deitada no meu sofá em Portugal frente à lareira, a ler um bom livro.

No Verão: gostaria de estar numa esplanada à beira-mar, na companhia com alguém que goste de conversar. Que saiba ouvir, respeitar as opiniões, que seja verdadeiro sem ser deselegante.

O que mais valorizas numa amizade?

A amizade sincera e pura.

Qual é o teu desejo imediato?

Receber um ramo de flores.

O que gostas de fazer fora do trabalho?

Gosto de dançar. No outro dia fomos três amigas dançar. Diverti-me imenso. Tive uma sensação forte de liberdade e alegria como não sentia há muito.

Pelo que é que te sentes mais grata na tua vida?

Sou grata à vida e à saúde.

04-04-2022

O autor produziu este artigo de opinião, da sua responsabilidade, em exclusivo para os leitores do jornal online LUSO.EU. Escreveu de acordo com as regras ortográficas anteriores ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.

João Pires

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