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Adeus à edição impressa do Lusitano?





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O Centro Lusitano de Zurique é uma associação criada em 1984, cujo objectivo principal é promover a cultura portuguesa na Suíça. A revista “Lusitano de Zurique”, criada em 1995, é o seu principal meio de informação. Desde 2005, eu tenho editado e produzido a revista Lusitano, até há um ano, quando Joana Araújo assumiu a função. Durante estes 17 anos, a revista teve a honra de ter diferentes líderes, cada um com suas próprias características e qualidades. Actualmente, o Sr. Armindo Alves é o presidente e director da revista e do Centro Lusitano de Zurique, com quem vamos conversar brevemente.

Gostaria de destacar que acredito ser possível e necessário procurar sempre a excelência e a inovação, especialmente no que diz respeito ao aculturamento e à educação dos portugueses residentes na Suíça. Isso pode ser alcançado através da organização de eventos que desafiam a rotina e aumentam o nível cultural. Dessa forma, poderemos contribuir para formar uma sociedade mais culta, exigente e refinada. Assim como o falecido cantor Pedro Barroso costumava dizer: “os promoveres culturais devem sempre oferecer um centímetro a mais de cultura do que o público espera”. Vamos ver se esse é também o pensamento do presidente e director Armindo Alves.

Manuel Araújo — Como presidente do Centro Lusitano de Zurique, como equilibras o teu dia-a-dia como presidente, dono de uma garagem, oficina, bombas de combustível, quiosque e ainda árbitro de futebol?

Armindo Alves —  Como presidente do Centro Lusitano de Zurique, equilibro o meu dia-a-dia, que inclui ser presidente, dono de uma garagem, oficina, bombas de combustível, quiosque e ainda árbitro de futebol, com dificuldade, especialmente durante e pós-pandemia. Contudo, tenho o apoio dos outros doze membros eleitos pelos sócios do Centro. Embora nem todos cumpram cabalmente as suas responsabilidades, alguns membros são dedicados e dão-me grande ajuda. O equilíbrio vem da minha família, pois minhas três mulheres são meus pilares de apoio.

MA—  Como vês o papel do CLZ e da revista Lusitano no contexto actual da comunidade portuguesa em Zurique?

AA —  O Centro Lusitano de Zurique e a revista Lusitano desempenham um papel importante no contexto actual da comunidade portuguesa em Zurique. O CLZ é uma referência há muitos anos na cidade, sendo a segunda associação mais antiga e a mais completa (futebol, rancho, restaurante, integração, e uma revista própria). O CLZ é a associação mais referenciada e que mais contribui para a comunidade portuguesa, o que me faz sentir muito orgulhoso.

A revista Lusitano é muito procurada e leva o nome da associação para além-fronteiras. Em papel, graças ao incansável colaborador Aragonês Marques, já é distribuída em Angola, Cabo-Verde e Timor-Leste. A revista digital é lida também por muitas pessoas em todo o mundo.

MA —  Quais são as principais dificuldades que enfrentas como presidente do Centro Lusitano de Zurique e como as abordas?

AA —  As principais dificuldades que enfrento como presidente do Centro Lusitano de Zurique incluem a falta de voluntários dispostos a trabalhar e a dificuldade de motivá-los. Além disso, encontrar tempo para dedicar à motivação e ao envolvimento de sócios e clientes é um desafio constante, dada a natureza exigente do meu dia-a-dia. No entanto, apesar desses obstáculos, o Centro Lusitano de Zurique ainda é uma referência importante na comunidade, graças ao empenho de alguns membros dedicados. Acredito que, se todos colaborássemos um pouco mais, seríamos ainda mais produtivos e enfrentaríamos menos dificuldades.

MA —  Até que ponto, a pandemia afectou a saúde financeira do CLZ?

AA —  A pandemia também afectou a saúde financeira do CLZ de forma significativa, uma vez que muitos dos nossos eventos e actividades tiveram de ser cancelados ou adiados devido às restrições sanitárias, o que resultou numa queda nas receitas. Além disso, o restaurante precisou fechar temporariamente, o que também afectou as finanças. No entanto, trabalhamos arduamente para encontrar soluções e minimizar os impactos financeiros da pandemia, procurando novas fontes de receita e implementando medidas de contenção de despesas.

MA —  Qual é a tua abordagem para garantir a dedicação da equipa e o envolvimento de mais pessoas na revista Lusitano, para melhorar a qualidade da comunicação com os editores?

AA —  Garantir a dedicação da equipe e o envolvimento de mais pessoas na revista Lusitano é crucial para melhorar a qualidade da comunicação com os editores. Para isso, é fundamental ter uma equipa de colaboradores dedicados e motivados, que possam escrever textos informativos e de opinião. Além disso, é importante que mais pessoas se envolvam na angariação de publicidade, distribuição e colaboração para textos e novas ideias vindas da comunidade. Isso assegura a continuidade e o aperfeiçoamento da revista.

O voluntariado também é fundamental para o sucesso da revista, pois ajuda a cobrir os custos de impressão, transporte e paginação. Em suma, a gestão da revista Lusitano depende do trabalho em equipa e da dedicação de todas as pessoas envolvidas.

MA —  Como pretendes envolver os membros do CLZ, os colaboradores e os leitores da revista Lusitano nas decisões e no desenvolvimento dos projectos?

AA —  Sempre fomos uma associação aberta e dedicada à comunidade. Estamos abertos a ideias e sugestões produtivas vindas dos nossos membros, colaboradores e leitores da revista Lusitano. No entanto, nem sempre é possível implementar tudo o que se propõe, devido às limitações financeiras, já que a revista depende da publicidade, que tem infelizmente diminuído recentemente. Mas continuamos a ser uma associação que valoriza a participação e o envolvimento da nossa comunidade em todas as nossas decisões e projectos.

MA —  Há rumores que a revista em papel vai acabar. Confirmas isso?

AA —  Infelizmente, é verdade que há rumores sobre o fim da edição impressa da revista. É uma publicação dos associados, produzida sem fins lucrativos, e a falta de publicidade tornou a sua produção insustentável por agora. Contudo, ainda esperamos que as condições financeiras melhorem no futuro, o que permitiria retomar a edição impressa. Agradecemos qualquer ajuda ou ideias que possam contribuir para melhorar a situação e estamos sempre dispostos a aceitar o apoio da comunidade.

MA —  Se a revista em papel continuar, o que pretendes fazer para impulsioná-la, implementá-la e aumentar a atractividade e alcance, após esta “letargia” devido à pandemia?

AA —  Também podemos explorar outras formas de publicidade, como parcerias com empresas locais ou patrocinadores, mesmo internacionais, interessados em apoiar a revista e a sua comunidade. Além disso, podemos adoptar novas estratégias de marketing e promover a revista através das redes sociais e outras plataformas digitais, a fim de atrair novos leitores. É importante manter conteúdos de qualidade e amplos, abrangendo temas relevantes e interessantes para a comunidade, e manter uma comunicação próxima e aberta com os leitores, a fim de saber o que eles gostariam de ver na revista.

MA —  O que pensas dos ilustres novos colaboradores? Queres enviar-lhe uma palavra?

AA —  Estou muito animado com a chegada dos novos colaboradores à revista. Eles trazem consigo uma riqueza de conhecimento e perspectivas inovadoras que serão de grande valor para as nossas publicações. Agradeço-lhes a disponibilidade e dedicação em colaborarem voluntariamente. Muito obrigado a todos.

MA—  Como vês o futuro do Centro Lusitano e da revista Lusitano e qual a tua visão a médio e longo prazo?

AA —  No futuro, acredito na manutenção da solidez e relevância do Centro Lusitano e da revista Lusitano, graças ao empenho e dedicação de todos os membros envolvidos, incluindo sócios, atletas, bailarinos, professores, directores, treinadores e colaboradores. A minha visão é de que o Centro Lusitano mantenha sua posição como referência cultural e desportiva a médio e longo prazo.

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Manuel Araújo
Author: Manuel AraújoEmail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
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